23 Novembro 2009

Destino - Poetrix

Delicada - Poetrix

18 Novembro 2009

Poemini 87

16 Novembro 2009

Através do Tempo


Através do Tempo

Viajei no espaço
Velocidade espantosa
Encontrei uma dobra do tempo
E mergulhei nela profundo
Reverti o relógio
E entrei noutra dimensão
Encontrei-me no passado
Noutra vida
Um outro mundo
Andei pelos caminhos
Desbravei trilhas
Turbilhão de lembranças
E eu conhecia o meu destino
Como se nunca o tivesse esquecido
Corri, tropecei, arrisquei
E achei você
Você que morava ali comigo
Naquela casa bonita
De janelas azuis
Flores à porta
Demarcando a entrada
E através de uma das janelas
Eu pude ver
Eu e você
Abraçados, faces coladas
Dançávamos a música perfeita
Felizes... Inocentemente alegres
Nossos olhos fechados
Sorrisos estampados nos rostos
Eu e você
Numa comunhão que eu sabia
Atravessou existências
Naquele momento
Sem poder entrar
Percebi que eu quase
Me percebi ali
Voei para longe
Saí rápido e rasteiro
Do alcance
Dos meus próprios olhos
Fui de encontro ao nosso futuro
Com a confirmação
Do que eu já sabia
Com a alegria da prova
De que nosso amor é eterno
Viajei de novo pelo espaço
Desafiando o tempo
Sem fixar na memória
Os detalhes do caminho da volta
Cheguei ao nosso tempo...
E encontrei você
Que me esperava para o jantar
Beijei seu sorriso maroto
E percebi o seu olhar de menina
Algo estranho flutuava no ar
Você me chamou
Me abraçou e andou comigo
Até o canto da sala
Ligou uma música
Aquela música...
A música perfeita
Vi seus olhos se fecharem
Vi ainda um sorriso
No canto da sua boca
Você havia me tirado
Para dançar
Lentamente...
Apertei seu corpo contra o meu
E rodei com você
No compasso da música
Naquele instante
Pela janela aberta
Lá fora no jardim florido
Eu vi um vulto
Alguém ali nos olhava
E num repente
Desapareceu por completo
Só pude ver o seu rastro de luz
Que cortava o céu
Como uma estrela ascendente
Ali, eu sabia
Começava uma outra viagem
Mais uma vez se perpetuava
O nosso futuro...

Renato Baptista
Direitos Reservados

13 Novembro 2009

Calada



Calada

Eu me ato e me desato
Como boca que se cala
Sem beijos, sem saliva
Sem gosto, sem boca
Sem nada
Pálida descompostura
Desanda o pálido rosto
Embebe a face de branco
Deixando apenas que rolem
Lágrimas negras transtornadas.

Face calada
Que com seu o semblante frio
Cultua o silêncio febril
Da mais longa das esperas.

Renato Baptista

11 Novembro 2009

Atuando - Poetrix

Poemini 102

09 Novembro 2009

POEMINI 100

07 Novembro 2009

Poemini 94

04 Novembro 2009

Poemini 93 - Especial

03 Novembro 2009


Não à Violência

Que se façam sentir as notícias
As que ofendem cada um de nós
E que andam soltas por aí
Caminhando pelas ruas
Escapando dos periódicos
E dilacerando os corações da sociedade
Violência por violência
Violência gratuita, às vezes
Violência protegida
Por mentes
E execradas por corações que sofrem
Um basta é preciso
Um não ao silêncio
Que esquece
Que não precisamos de um mundo melhor
Precisamos de pessoas melhores
Que com certeza absoluta
Construirão um mundo melhor.

Salvando nossas crianças, daremos a elas um amanhã de paz e prosperidade.
Crianças sadias, sem medo, com saúde, com educação, com escola e que tenham religião e amor é que poderão fazer das suas vidas e do mundo de amanhã algo digno.

Não à violência
Não ao descaso com a natureza humana
Não à destruição do mundo
Não às drogas
Porque assim, teremos um amanhã
Teremos vida
Teremos dignidade.

Renato Baptista

02 Novembro 2009

Você e a Lua

Você e a Lua

A lua tem sido
A minha companheira
Minha amiga
Constante
Minha mais doce
Amante
Abotoada no escuro
Da noite, brilhante
Ela nunca falha
Ali está sempre ela
Iluminando o meu
Semblante
Parceira fiel
Desnudada e perfeita
Conselheira
Ouve serena os meus
Versos de amor
Escuta meus cantos
De espera
E ilumina meus encantos
Minha lua
Meu cristal límpido
Minha Deusa noturna
Mas meu castigo
É não poder me entregar
Aos seus chamados
Pois na sua face oculta
Eu já vi
Estão os seus olhos negros
E maduros
Pérolas negras, lindas
Febris
Derramando lágrimas
Do seu amor por mim
E eu me curvo aos seus desejos
Viajo a bordo de uma estrela
No intuito de alcançar vocês
As duas
Você e a Lua
Uma que me ama
E a outra que me alucina
Você que é o meu amor
E a Lua que nos ilumina.

Renato Baptista

01 Novembro 2009

Dores poéticas – Blue da Tempestade


Dores poéticas – Blue da Tempestade

Um dia, numa tarde gelada de inverno, eu caminhava pela rua pensando e fazendo das minhas horas uma vida, por tanto descontentamento que me envolvia.
Sentia o vento com tormento e sabia que havia sumido a ousadia...
Nada mais fazia sentido, porque o império dos sentidos me contornava e me aturdia com toques de desamor anunciado... Há tempos já que isso acontecia.
E fui caminhando e sentindo o rosto sendo cortado pelo frio, e assim ouvi a voz que me veio cantando essa canção... Toques de guitarra gemeram alto e a música se fez em prantos.


Não sei se saudade
É a palavra mais certa
Mas te ponho em versos
Como minha Lua
Com meu peito ferido
Coloco-te sem rimas
Minhas palavras tortas
Que descem do muro
Que se esparramam
Na calçada da rua
Altura do numero 502
E vago e divago
Sem rumo pela vida
À procura da tua felicidade
Almejando e retornando
Pensando e andando
Com sol e com chuva
Pelos labirintos da imaginação
Sem saber ao certo
O que é o mais certo
Se o passado virou presente
Ou se o presente terá futuro
E morro tentando saber a cada minuto
Se o que o que foi nunca mais será
Se o que foi para ti sem mim
Teve sentido e foi sentido
E assim flutuo sozinho nos versos
Que tuas mãos não pegam
Sem saber se é lúdico o meu sufoco
Que se faz verdade ou mentira
E escrevo cabisbaixo
Sofrendo e querendo
Minha poesia que grita
Não sei se é saudade
Nem é mais, talvez
Não sei se saudade
É a palavra correta
Não sei mais se sei.

A poesia virou de cabeça para baixo
Como um caleidoscópio rachado
E sacudo e puxo até que saia caldo
Quente, morno, não sei
Mas sei que minha poesia não é
Nem nunca foi a mais correta
Ela foi apenas história
Foi poesia sem esteira
Que falou de desejo
Que gritou amor sem beiras
E sucumbiu de tristeza
Em prantos, às vezes
Por andar sozinha
Mas ela existiu, serviu
Cantou e gemeu o amor que eu sentia
Até que tu escutasses
E com ela te aninhasses
Esquecendo do antigo
E beijando o porvir
Talvez seja saudade a palavra certa
Talvez a rima de saudade, seja saudade
E então, assim, os versos se completem
Se cerquem das lembranças de lá de trás
Apenas
E se derretam em um poema lindo
Que tu escrevas
Cheio de amor e paixão
Repleto de alegria e verdade
Esquecendo das discórdias
Que maltrataram a poesia
Por serem teatro apenas
Suaram frio sem esperança
E apenas existiram por mera agonia
Sem saber que poesia se eterniza
E não morre nunca, e ficará lá
Deixando lembranças angustiantes
E um nada de saudade.

The Blue is dead
Let’s Rock’n Roll!

Renato Baptista

30 Outubro 2009

Conto do Canto de Uma Sereia


Um dedo de prosa não faz mal a ninguém...


Conto do Canto de Uma Sereia

Em algum ponto entre Dublin e Aracati no Ceará, reina Maria Adelaide, filha de Pai navegador Irlandês com Mãe Cearense.
Maria Adelaide era Senhora da Ilha do Bom Abrigo, rainha dos navegantes e musa dos marinheiros. Mulher das pernas lindas, quadris grandes e robustos, seios duros, maduros e empinados, um anjo que espantava a sua solidão acolhendo os viajantes que chamava com seu canto delicado e enfeitiçador. Única mulher naquele fim de mundo. Uma Deusa maquiada, endiabrada, sempre pintada para a guerra.
Um dia, engravidou de um marinheiro errante, sem pátria como ela, que nascera a bordo de um navio sem bandeira. O tempo passou e nasceu do seu ventre uma menina linda. Maria enlouqueceu. Nascera a sua sombra para a alegria dos navegadores.
A menina virou moça e não quis aquela vida... Não quis ser a Maria Adelaide dos navegantes naquela ilha. E assim, virou sereia, mergulhou no mar e sumiu.
Maria Adelaide morreu de tristeza e a ilha submergiu para sempre.
Há notícias hoje de que há uma ilha no Atlântico Norte, mas que não consta em nenhum mapa, que é muito freqüentada por marinheiros errantes.
Na praia, está em evidência uma estátua de bronze. A escultura de uma sereia. Em baixo da escultura uma placa com os dizeres : -Aqui renasceu Maria Adelaide – A Deusa dos Mares.
Dizem que seu canto se escuta ao longe até hoje, causando intempéries nos sete mares e enfeitiçando os marinheiros e navegantes.

Sereias são eternas nas nossas mentes.


Renato Baptista

Poemini 88


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29 Outubro 2009

Poemini 76


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28 Outubro 2009

Lua que me Sorri



Lua que me Sorri

Escrevendo, escrevendo
Caneta quase sem tinta
Lápis sem ponta
Rascunhos pelo chão
O bloco terminou
E o amor não acaba
A paixão consome
A lua sorri mas não vem
Encanta por ser encantada
Brilha como estrela que é
Faz da vida alegria
Faz do ar um perfume
Faz o coração gritar
A alma se enternecer
O sentimento cantar
A mão escrever, escrever
E a lua... vem e não vem.

Renato Baptista


E por Falar em Saudade



E por Falar em Saudade

Ai que saudade!
Saudade que vem
Saudade que vai passando
Saudade da saudade
Que vai chegando
A cada dia que passa...

É bom sentir saudade da saudade.

Renato Baptista

26 Outubro 2009

Pulsando


Pulsando

E falando de paixão
Daquela que grita
Dentro da gente
Que nos faz borbulhar
De jeito indecente
Paixão é dor
Qua alucina
Dor intermitente
Que não passa
Que pulsa
Que atordoa
Paixão que vem
Nem sei de onde
E fica e não passa

O pássaro pula do ninho
E nem sabe voar
Aprende...

Renato Baptista

Fazendo...

Fazendo...

Encontros e desencontros
Do que era para ser
E o que seria, talvez
Se não fosse
Assim
Controlar o incontrolável
Como águia
Até sangrar
Auto-controle
Perseguindo o amor que basta
Sem desandar
Sem esmorecer
Sem poder se cansar
Ser ou não ser
Como fazer?
Manter-se fiel às convicções
Entrega sofrida, doída
Pisando no rodamoinho
Areia movediça
Olhando para o lado
Para cima, para baixo
Sem saber... interminável
Porque o amor é assim
Feito para ser sofrido
Vivido
Conjugado
Numa troca alucinante
Cheia de surpresas boas
Ruins, péssimas
Mas que elevam a alma
Entorpecem
Fazem dormir as mãos
Fazem doer o corpo
Todo
Fazem febre
Nesse vai e vem acelerado
Que tenta a busca da verdade
Ser ou não ser?
O tempo dirá?
Como fazer?
Faça!

Renato Baptista

23 Outubro 2009

Para a Eternidade - Poetrix

22 Outubro 2009

O que Restou - Poetrix

O que você não sabe - Poetrix

21 Outubro 2009

Bolhas de Ar - Poetrix

20 Outubro 2009

Balada da Despedida - Inspirada em Vinicius de Moraes.



Trecho da Música – “Serenata do Adeus”
Vinicius de Moraes


Ah, vontade de ficar
Mas tendo de ir embora...
Ai, que amar é se ir morrendo
Pela vida afora
É refletir na lágrima
O momento breve
De uma estrela pura
Que já morreu...

Balada da Despedida

E a cada beijo teu
De despedida
Rola uma lágrima
Com aquele gosto
De desgosto bandido
Que me queima os lábios
Com sabor de adeus prematuro
O coração manda ficar
Mas o tempo e o vento
E a nossa história
Nos levam pela vida afora
Temperada pela gritante saudade
E o amor, assim
Faz-se distante e ausente
Invisível e triste
Como uma estrela
Que já morreu
Pura...

Mas o amanhã, como um grande amor, nunca morrerá.
Renato Baptista

17 Outubro 2009

Dualidade



Dualidade

Engraçada a vida...
Em momento tão esperado
Por séculos, parece
Alegria mais do que imensa
Entra pela porta da frente
E beija a face com paixão
No mesmo momento
A maior das tristezas
Entra pela porta dos fundos
E trás agonia profunda

Paradoxo
Provação
Definição
Ensinamento
Paradigma
Lágrima que rola
Desilusão
Grito
Lamento
Tortura
Aprendizado
Calado.


O amor é maior que tudo, enfim... e o que ficou mesmo gravada na alma, foi a alegria do inesquecível momento.

Renato Baptista


Sonata do Eterno Aprendiz - Inspirado em Vinicius de Moraes



Poemas Inspirados em Fragmento do Poema “Sonata do Amor Perdido” de Vinicius de Moraes.
Um poema imensamente apaixonante que aí está...


Teu corpo sobre a úmida relva de esmeralda,
junto às acácias amarelas
Estavas triste e ausente – Mas dos teus seios
ia o sol se levantando
Oh, os teus seios desabrochados e palpitantes
como pássaros amorosos...

(V.M)


Sonata do Eterno Aprendiz

O botão complacente perdeu-se, escapuliu
E pela fresta honesta da blusa esvoaçante
Mirou-me o seu seio titubeante e morno
Pele branca e infinita e serena e comportada
Brinca comigo, seu eterno amante
Meu olhar estremece como eu todo
E meus lábios entumecidos e já molhados
Querem beijá-lo de tanto amor que gritam

Meu desejo escondido precipitou-se
Como que procurando a luz por uma fresta
E mostrou-se pêra-d’água aflita
Suculenta e atenta, perfeita
Oferecendo para mim tal mamilo doce
E dali, dali nasceu por mágica o sol
Do seu seio, palpitante e macio e tenro
E eu ali, de rodeio, querendo você
Que respirava por momentos um sorriso delicado
Sem o menor pudor de querer se compor.


Lamentação nº1 – Versos Mornos


Senti-me triste e ausente de repente
Incapaz e assim nem tão feliz
Porque afinal, acho que sou só um poeta
Que perdeu o tempo transformando um seio lindo
Em versos totalmente sem sabor


Lamentação nº2


Sinto a poesia pura
Poesia que escrevi de dia
Com a saudade constante
Que me trouxe a noite

Escorregam versos das nuvens
Sem as rimas melódicas
Que derreteram com o sol
E foram levadas pelas andorinhas

Melodia imortal brilhante
Que contém seus olhos tristes
São cantados em versos cálidos

E o poema anda chorando, desencontrado
Lágrimas que molham os beijos
Grafados pela pena do nosso destino.


Sustento nº1 - Entrega


Ah... Meu bem
Amor meu
Creia na minha poesia
Eu a faço para você
Nela eu canto
A minha saudade
A minha fúria
Meus desejos
Canto os seus olhos
Tristes de saudade
E meus encantos
Canto o seu sorriso
De canto de boca
E os nossos momentos
De amor
São esses meus versos
Um chamado
Onde imploro, peço
Grito por você
E eu canto
As distâncias
Nossos encontros
E desencontros
Ah... amor meu
Creia na minha poesia
Acredite em mim
Quando eu digo
Que amo você
Porque meus poemas
São todos...
São só seus
Assim como o meu coração
Desde o sempre.

Final

Habito a lua, o sol, o universo
Enquanto seu peito me confortar...

Renato Baptista

Nossos Segredos


Nossos Segredos

Chove
Chora o corpo que dói
Sua ausência não permitida
Músculos se contraem
Em convulsão acelerada
Tatuados pelo seu cheiro
Que em mim ficou, para sempre
Chove...
E a alma queima
Chuva ácida lá fora
Choro sentido por dentro
Solidão me consome
Me arrebenta

Estilhaços de corpo se espalham no vento e, voando pelo espaço, tentam chegar até você que me endoidece.

Chove
Tempo lavado
Alma temperada
Por gotas que escorrem
Contando histórias, nossas
De segredos trocados por pulsos
Que nunca, nunca mais serão esquecidos

Espero seu beijo, seu desejo, seu corpo, sua alma, seu carinho indecente, seu toque suspeito... Espero por vida.

Chove...

Renato Baptista


Feliz do homem que pode chamar uma mulher de sua... Não pelo sentimento de posse, mas por ela não querer ser de mais ninguém. – Autor desconhecido

16 Outubro 2009

Poema Solitário

Poema Solitário

Fica aqui esse poema triste
Porque triste ele nasceu
E triste sempre será

Ficam aqui versos solitários
Porque nasceram na solidão
E na solidão permanecerão

Fica aqui minha nudez de alma
Que suplica sem razão
Pela lua que não vem

Que seja assim por hoje
Como foi ontem e será amanhã
Porque a rima falha e não sorri

Porque a escuridão se desfez
E todo o brilho se esconde
Nos beijos que não foram dados

Dormem meus versos solitários
Sonhando com a lua, com o sol
E acordando sem as estrelas

Simplesmente assim
Fica o poema por aqui, ao vento
Até que o tempo o apague.

Renato Baptista
Direitos Reservados

12 Outubro 2009

Poemini 20