08 Fevereiro 2010

LUA QUE VOLTA // ETERNO RETORNO - Dueto

LUA QUE VOLTA // ETERNO RETORNO

Tantas foram as tempestades
NUVENS IMAGINÁRIAS
Até que ela pudesse voltar
OCULTA QUE ESTAVA
Lua exuberante que chega
LINDA COMO O CÉU
Flutuando sonhos
CANTANDO PAIXÃO
E em seu desmaio de luz
QUE ILUMINA A ALMA
Vem novamente
A PASSOS LARGOS
Recados entregar
SUSSURANTES
Nuvens pesadas se foram
LEVADAS PELO VENTO
Pois importância não tinham
ADORMECERAM OS SONHOS
E nossa lua permanece brilhante
PORQUE ÉS LUA E RESPLANDECES
Iluminando nosso amor
ESSE AMOR POESIA
Nossos corações cúmplices
QUE BATEM EM SINTONIA
Nossas almas amantes
QUE CANTAM CANÇÕES DE OUTRORA.

Minúsculas - Beatriz Prestes
Maiúsculas - Renato Baptista


04 Fevereiro 2010

Doce Veneno - Doses de Amor


Doce Veneno...

Primeiro Ato (Poetrixes)

Sinto seu cheiro mulher
As paredes giram
Doce veneno...

Sinto seu toque divino
Eu me arrepio
Doce veneno...

Sinto seu hálito quente
Minha boca saliva
Doce veneno...

Sinto você quente por dentro
Meu corpo transpira
Doce veneno...

Sinto seu gosto de amor
Meu beijo a lambuza
Doce veneno...

Sinto sua boca úmida
Estremeço, convulsiono
Doce veneno...

Sinto sua pele macia
Que incendeia a minha
Doce veneno...

Sinto seus cabelos soltos
Que lambem o meu rosto
Doce veneno...

Sinto sua prece que me envolve
Torno-me senhor de mim
Doce veneno...

Sinto seu carinho profundo
Tenho-me vivo
Doce veneno...

Sinto seu olhar que me atravessa
Fico inteiro do avesso
Doce veneno...

Sinto sua paixão latente
Seu amor me entorpece
Doce veneno...

Segundo Ato

Sinto...
Sinto tudo o que o amor me permite
Sinto-me em chamas
Queimando em versos
E me derretendo em poesia
Transpiro emoção latente
Sinto a vida que pulsa
Como um coração

Terceiro Ato

Sinto...
Sinto poemas que brotam
Germinando na alma
E flutuando eternos
Através do tempo
Poemas que permanecerão
Além de mim
Exalando meu amor maior
Por todo o sempre
E perpetuando a minha paixão
Por você
Como um doce veneno...

Epílogo

Provei do seu néctar
Invadi seu corpo com o meu
Bebi sua poção de amor
E me submeti à sua magia
Estando agora
Envenenado por seu doce
Que me faz doente de paixão

E assim termina esse poema
Repleto de atos de amor
Que fez nascer a poesia desejo
Que imortaliza a história
Do seu doce veneno...


Renato Baptista

30 Janeiro 2010

O Amor Maior


O Amor Maior

Tudo o que eu queria
Era viajar com você
Para a lua
Andar com você de mãos dadas
Sem destino
Só caminhar
Até que chegássemos
De vez
Na face oculta
Só nós dois, sozinhos
Brindando sem luar
Ao amor maior
E amar você sem peso
Num ir e vir sem tempo
E nem lugar
Olhando o horizonte próximo
E imaginando que conquistamos
O nosso mundo
Queria então caminhar
De volta a um ponto qualquer
E certo
E te beijar com vontade
Daquele jeito alucinado
Com força
Para que todos na Terra
Nos vissem e soubessem
Que o nosso amor
É o maior do Universo.

Renato Baptista

22 Janeiro 2010

Poemini 91

20 Janeiro 2010

Poemini 115

14 Janeiro 2010

Poemini 64

Detalhe - Poetrix

12 Janeiro 2010

Lápis, Papel e Poesia



Lápis, Papel e Poesia

aponte o lápis
aponte para a cabeça
do papel
que faz o seu papel
a ponta rôta
que rasga a folha
aponte a ponta
levante as mãos
pense, escreva
morra de amor
no seu poema
pauta, folha branca
sem medo... vai
lápis, grafite
lápis de cor
paixão na ponta
do lápis...
que traduz o coração.

Renato Baptista

10 Janeiro 2010

Onde quer que você vá...



Onde quer que você vá...

Eu bem sei, porque me vejo
Quem fala sem que você queira ouvir
E as palavras ficam como som no espaço
Soltas e sem noção alguma
Caminhando nas estrelas sem deixar marcas
Sem deixar escrita a história que teve um começo
E promete sutil, não ter fim
Ela apenas existe na incalculada imensidão
Como uma luz néon que vive e sobrevive
Marcada pela essência animale
Num mar de lágrimas exóticas
Perfumadas, amadeiradas e gentis.

Mas o vento de tempestade
Que abre o vendaval
Trás os sonhos que voavam por voar
E eu não sei mais se deixo você ir
Porque meu pensamento vai
Onde quer que você vá
Seguindo seus passos com a alma aberta
E com minha benção nas mãos
E quando o frio acabar
E o verão colorido tudo invadir
Surgirá a sua beleza que as sombras tanto escondem
Por detrás daquela janela sem mosaico.

E você vai, vai
E deixa pelo caminho
Uma alegre lembrança tatuada
Com um beijo renascido, escapulido
E o coração apertado sorrindo alegre
Alegre por ver renascer
Os dias que eram apenas noites

E hoje nos perseguem

A perseguem

Onde quer que você vá...

Renato Baptista

07 Janeiro 2010

Poemini 105

01 Janeiro 2010

Poemini 109

26 Dezembro 2009

Dedico este Premio a Todos Vocês, Amigos...


Meus amigos...

Tive a honra de ser agraciado com esta menção, acima exposta, neste final de ano.
Elizabeth Misciasci, Jornalista, Pesquisadora, Escritora, Presidente do Projeto Zap e Embaixadora Universal da Paz no âmbito do Círculo Universal dos Embaixadores da Paz - Cercle Universel Des Ambassadeurs De La Paix - Suisse/France foi quem me concedeu este mérito, em nome do Projeto ZAP, pelo trabalho que tento fazer em nome da literatura virtual e pelo que venho fazendo na manutenção dos meus Blogs e sites:

- http://academiadapoesia.blogspot.com
- http//escrevendocomarte.blogspot.com
- http://estejamosempaz.blogspot.com
- http://nossacasadapoesia.blogspot.com
- www.poesiasescritos.com

A Casa da Poesia – www.casadapoesia.ning.com – foi um sonho que tive há algum tempo e finalmente, no início deste ano, consegui concretizá-lo.
Começamos aos poucos, com algo em torno de 14 membros e com alguns problemas iniciais, que confesso, quase me fizeram desistir de tudo, inclusive dos blogs.
Mas Deus me estendeu sua mão mais uma vez e me deu forças para superar tudo e prosseguir, porque a alma disso tudo é o bem e a alegria de aprender e não outros objetivos incoerentes.
Aos poucos fomos mostrando nosso trabalho. Um trabalho sério, de pesquisa de poetas e escritores que têm humildade, talento e vontade de aprender, que sabem se posicionar e almejam o BEM e a PAZ, e aos poucos fomos trazendo-os para a nossa Casa, até que estamos como estamos hoje, crescendo em quantidade e qualidade a cada dia.
Em 8 meses, aproximadamente, chegamos a 126 membros efetivos que trocam experiências todos os dias, publicam, levantam questões e se relacionam em um clima de harmonia e alegria.

Dedico este certificado a cada um dos integrantes da nossa Casa da Poesia, porque ela não existiria se não fossem êles, Poetas maravilhosos, amigos e dedicados.

Dedico este premio também aos leitores dos meus Blogs e Site, que lá deixam suas críticas, seus recados e seus comentários diariamente. É isso que me impulsiona e me dá forças para prosseguir aprendendo e divulgando os meus escritos.

O meu muito obrigado ao Projeto ZAP e a todos vocês, amigos do meu coração, porque sem vocês, nada disso seria possível.

Renato Baptista

15 Dezembro 2009

Divagando... Por uma Paixão



Divagando... Por uma Paixão

Tua boca que me engana
Aqui, ali, em todo lugar
Tua mão que tanto me sente
Que passeia em mim sem parar
E me faz carinho sutil
Sem tempo, sem pensar
Tua língua que me acha
Assim, com vontade, devagar
Teu corpo que me beija
Até eu me encontrar
Tua dança que me veste
Que me faz suar
Teu olhar que me envolve
Que me faz não parar
Teu toque que não me estranha
Que me põe a voar
Meu desejo maior, amor
Aqui é apenas o teu lugar.

Renato Baptista


09 Dezembro 2009

Poeminis Vintage Show

Por Paixão...



Por Paixão...

Balançam folhas orvalhadas
Embaladas pelo carinho
Do vento que veio de longe...
Dançam presas pelo caule
A música da paixão que arrepia
Girando e girando sem limites
Ouvindo e contando histórias
Enquanto deixam escorrer
As gotas transparentes que brilham.

São lágrimas... de alegria.

Renato Baptista

08 Dezembro 2009

Louca - Com pintura de guerra



Louca

Corre
Corre
Corre
Explode
A veia
Escorre
Escorre
Sangue
Amante
Ferida
Aberta
Satisfaz
Dor querida
Faz esquecer

Borbulha
À mingua
Líquido errante
Tudo se desfaz
Evapora
Se decompõe
Transmuta
Se perde
Se esquece
Se esvai

Vem vingança
Pintada de guerra
Corpo desnudo
Alma entregue
Sem temperança
Fazendo sangrar
Premeditada
Pensada
Levada
Pelo diabo
Loucura total
Descontrole
De mãos dadas
Com gente medíocre
Maledicência pura

Corre
Corre
Abraça
O nada
Beija
O nojo
Suspira
Acaricia
Ria e sorria
Para a praga
Jogue no lixo
A retidão
Exploda.


Como um pássaro louco que morre em pleno vôo... e cai.

Renato Baptista

02 Dezembro 2009

Poemini 106


01 Dezembro 2009

Quimera

Morte Lenta



Morte Lenta


A alegria vira tristeza
A manhã se torna agonia
Na espera de tanta beleza
Vejo cedo, acabar o meu dia

Vem de longe minha tortura
Premeditado desalento
Faz-se minha vida escura
Mata-me o meu desalento

Dói demais meu coração
E a cada segundo que passa
Turva se torna minha visão

Só sei, desorientado, que não sei
Perturbado, tolo, assisto
Porque não tardará o que verei.

Renato Baptista
... Aqui a foto colorida é acinzentada, mais preta do que branca, e amarelará sozinha através dos tempos porque é assim que deve ser... Destino, talvez!

27 Novembro 2009

Despedida




Esta história está além da ficção, pois aconteceu com um amigo cujo nome não vem ao caso agora. Eram idos de 2003 quando na cidade de Louveira (MT) uma alma sucumbiu por causa do amor que sentia..

Um teatro, filas imensas... Estréia da peça que moveria o mundo com seus atores consagrados. O brilho resplandecia, enlouquecia multidão e o grande show teria início.

Despedida

Abrem-se as cortinas
Começa o espetáculo
Personagens correndo
Pelo palco que já se fazia pequeno
Luzes piscando, aplausos mil
Chuva de pétalas
E o roteiro tem início
As falas gritam
E o destino se acelera
Platéia atenta
O povaréu nem pisca
Volúpia e desejo se pronunciam
Guardas abertas, solidão de alguns
Festa de outros
Desnorteios das almas
E a busca é frenética
Entre os atores que se entregam
Aqueles mesmos
Que se vêem nus nos bastidores
E agora se impõem no palco
Sem timidez, sem medos
Palco da vida que é assim

Representação


Vida soberba com situações maculadas que se sobrepõem ao amor determinado e puro, porque na vida, como no teatro, o amor de verdade morre pelo veneno.

Romeu e Julieta

Sobrevive a paixão
Dos que rolam nus pelo chão
Gemendo
Enquanto o homem
Sentado ali, bem na primeira fila
Chora sua solidão angustiante, real
Assistindo o palco se incendiar
E fazer ferver o seu amor eterno
Que se debruçava na investida alheia
E fazia-no ver de perto o seu chão tremer

Alucinadas sensações... Regozijo

E corpos se fundem em carícias aceleradas sabendo que não haverá, para eles, um amanhã.

Paradoxo

O homem triste
Tira do bolso
Um bloco e um lenço
E calado escreve
Uns versos de amor
Enquanto este, baila no palco
Se esfregando nu em outro amor... de alguém


Mão trêmula traduz com garranchos doloridos a sua agonia. A outra mão leva o lenço aos olhos cegos por lágrimas de sangue que brotam doloridas.

Tristeza

O linho branco se avermelha
E a face do homem que ama
Não suportando a tristeza
Deixa escorrer rios de lágrimas
Sobre seus versos de amor

O espetáculo vai chegando ao fim, a peça vai terminando e a multidão aplaude de pé e alucinada a tristeza do homem sombrio.

Descontrole

Os atores nus se abraçam
Nudez de sentimentos
Nudez de alma
Nudez por nudez
Nudez total
Espectro da sodomia
E no último fechar das cortinas
Todos se beijam no palco
Roçam seus sexos nus
Que se encaixam sem desejo
Bocas se lambem
Eles se apalpam e permitem
A libertinagem sem nexo.


Aos poucos todos vão saindo rumo aos camarins, onde ali, os esperam seus pares desesperados que preferiram não assistir à peça... olhos fechados e lacrados para o show da vida.
O auditório foi se esvaziando, as pessoas voltando ao mundo real, uma a uma. As luzes foram se apagando e todos saíram, menos um.

Desespero

Ali na primeira fila
Permaneceu sentado
Aquele homem que amava
Imóvel estava, com seu bloco ao colo
Caneta no chão
Olhos semi-cerrados
O poema escrito no bloco
Estava vermelho
Recoberto de sangue espesso
Só se lia o título: - “Despedida”


O poema havia morrido junto com ele. Junto com seus sonhos, junto com seu amor maior que inflamava o peito e sentia disparado o coração e junto com sua paixão louca a e avassaladora.

Morte

No seu rosto
Por trás das lágrimas vermelhas
Um doce sorriso
Ele morrera
Com sua amada em pensamento
Enquanto ela corria nua pelos camarins
Abraçando cada um dos atores da peça
Seios empinados
Mamilos eriçados
Pelos arrepiados pelo sucesso
Que a conduzia plena


Para aquele homem não haverá nunca mais um amanhã e para ela, um novo destino estava reservado.

Epílogo

O corpo do homem foi arrastado
Levado como se fosse de um indigente
E agora pagava pelo crime de tanto amar
Pois ninguém sabia quem era ele
O seu bloco foi jogado de lado
O poema morreu sozinho
E sua alma partiu
Apaixonada e triste

A peça acabou
Fecharam-se as cortinas!


Ao final daquele ano, durante a última apresentação da peça naquela turnê, o teatro incendiou-se pela volúpia e as chamas consumiram tudo até que o teto desabasse. Tudo ruiu.
Os jornais noticiaram, no dia seguinte, que todos os espectadores e todos os atores e empregados da companhia haviam falecido.
Nas operações de rescaldo, acharam uma lata prateada e surrada que estava guardada em algum lugar que deveria fazer parte dos bastidores do teatro. No interior da lata havia um bloco todo manchado de sangue.
Na primeira página lia-se a palavra, “Despedida” e na última uma oração que nunca ninguém havia lido... “Eu te amo, nesta e em todas as vidas que virão”.
Foi isso a única coisa que permaneceu intacta e viva naquele lugar, e que deve estar hoje, e estará eternamente, guardada em algum lugar do passado.

Renato Baptista
Em homenagem aos amores verdadeiros.

25 Novembro 2009

Estranha magia

Estranha magia

Não ouso querer decifrar
O que vai naquele sorriso
Sorriso que vem e vai
Que esconde segredos
Que maltrata e arrepia
Que transtorna e irrita
Mas é tão lindo...
Naturalmente lindo e mortal.

Só Deus é quem sabe o que esconde o sorriso de uma mulher.

Renato Baptista

18 Novembro 2009

Poemini 87

16 Novembro 2009

Através do Tempo


Através do Tempo

Viajei no espaço
Velocidade espantosa
Encontrei uma dobra do tempo
E mergulhei nela profundo
Reverti o relógio
E entrei noutra dimensão
Encontrei-me no passado
Noutra vida
Um outro mundo
Andei pelos caminhos
Desbravei trilhas
Turbilhão de lembranças
E eu conhecia o meu destino
Como se nunca o tivesse esquecido
Corri, tropecei, arrisquei
E achei você
Você que morava ali comigo
Naquela casa bonita
De janelas azuis
Flores à porta
Demarcando a entrada
E através de uma das janelas
Eu pude ver
Eu e você
Abraçados, faces coladas
Dançávamos a música perfeita
Felizes... Inocentemente alegres
Nossos olhos fechados
Sorrisos estampados nos rostos
Eu e você
Numa comunhão que eu sabia
Atravessou existências
Naquele momento
Sem poder entrar
Percebi que eu quase
Me percebi ali
Voei para longe
Saí rápido e rasteiro
Do alcance
Dos meus próprios olhos
Fui de encontro ao nosso futuro
Com a confirmação
Do que eu já sabia
Com a alegria da prova
De que nosso amor é eterno
Viajei de novo pelo espaço
Desafiando o tempo
Sem fixar na memória
Os detalhes do caminho da volta
Cheguei ao nosso tempo...
E encontrei você
Que me esperava para o jantar
Beijei seu sorriso maroto
E percebi o seu olhar de menina
Algo estranho flutuava no ar
Você me chamou
Me abraçou e andou comigo
Até o canto da sala
Ligou uma música
Aquela música...
A música perfeita
Vi seus olhos se fecharem
Vi ainda um sorriso
No canto da sua boca
Você havia me tirado
Para dançar
Lentamente...
Apertei seu corpo contra o meu
E rodei com você
No compasso da música
Naquele instante
Pela janela aberta
Lá fora no jardim florido
Eu vi um vulto
Alguém ali nos olhava
E num repente
Desapareceu por completo
Só pude ver o seu rastro de luz
Que cortava o céu
Como uma estrela ascendente
Ali, eu sabia
Começava uma outra viagem
Mais uma vez se perpetuava
O nosso futuro...

Renato Baptista
Direitos Reservados

13 Novembro 2009

Calada



Calada

Eu me ato e me desato
Como boca que se cala
Sem beijos, sem saliva
Sem gosto, sem boca
Sem nada
Pálida descompostura
Desanda o pálido rosto
Embebe a face de branco
Deixando apenas que rolem
Lágrimas negras transtornadas.

Face calada
Que com seu o semblante frio
Cultua o silêncio febril
Da mais longa das esperas.

Renato Baptista

11 Novembro 2009

Atuando - Poetrix

Poemini 102

09 Novembro 2009

POEMINI 100

07 Novembro 2009

Poemini 94

04 Novembro 2009

Poemini 93 - Especial

03 Novembro 2009


Não à Violência

Que se façam sentir as notícias
As que ofendem cada um de nós
E que andam soltas por aí
Caminhando pelas ruas
Escapando dos periódicos
E dilacerando os corações da sociedade
Violência por violência
Violência gratuita, às vezes
Violência protegida
Por mentes
E execradas por corações que sofrem
Um basta é preciso
Um não ao silêncio
Que esquece
Que não precisamos de um mundo melhor
Precisamos de pessoas melhores
Que com certeza absoluta
Construirão um mundo melhor.

Salvando nossas crianças, daremos a elas um amanhã de paz e prosperidade.
Crianças sadias, sem medo, com saúde, com educação, com escola e que tenham religião e amor é que poderão fazer das suas vidas e do mundo de amanhã algo digno.

Não à violência
Não ao descaso com a natureza humana
Não à destruição do mundo
Não às drogas
Porque assim, teremos um amanhã
Teremos vida
Teremos dignidade.

Renato Baptista

02 Novembro 2009

Você e a Lua

Você e a Lua

A lua tem sido
A minha companheira
Minha amiga
Constante
Minha mais doce
Amante
Abotoada no escuro
Da noite, brilhante
Ela nunca falha
Ali está sempre ela
Iluminando o meu
Semblante
Parceira fiel
Desnudada e perfeita
Conselheira
Ouve serena os meus
Versos de amor
Escuta meus cantos
De espera
E ilumina meus encantos
Minha lua
Meu cristal límpido
Minha Deusa noturna
Mas meu castigo
É não poder me entregar
Aos seus chamados
Pois na sua face oculta
Eu já vi
Estão os seus olhos negros
E maduros
Pérolas negras, lindas
Febris
Derramando lágrimas
Do seu amor por mim
E eu me curvo aos seus desejos
Viajo a bordo de uma estrela
No intuito de alcançar vocês
As duas
Você e a Lua
Uma que me ama
E a outra que me alucina
Você que é o meu amor
E a Lua que nos ilumina.

Renato Baptista

01 Novembro 2009

Dores poéticas – Blue da Tempestade


Dores poéticas – Blue da Tempestade

Um dia, numa tarde gelada de inverno, eu caminhava pela rua pensando e fazendo das minhas horas uma vida, por tanto descontentamento que me envolvia.
Sentia o vento com tormento e sabia que havia sumido a ousadia...
Nada mais fazia sentido, porque o império dos sentidos me contornava e me aturdia com toques de desamor anunciado... Há tempos já que isso acontecia.
E fui caminhando e sentindo o rosto sendo cortado pelo frio, e assim ouvi a voz que me veio cantando essa canção... Toques de guitarra gemeram alto e a música se fez em prantos.


Não sei se saudade
É a palavra mais certa
Mas te ponho em versos
Como minha Lua
Com meu peito ferido
Coloco-te sem rimas
Minhas palavras tortas
Que descem do muro
Que se esparramam
Na calçada da rua
Altura do numero 502
E vago e divago
Sem rumo pela vida
À procura da tua felicidade
Almejando e retornando
Pensando e andando
Com sol e com chuva
Pelos labirintos da imaginação
Sem saber ao certo
O que é o mais certo
Se o passado virou presente
Ou se o presente terá futuro
E morro tentando saber a cada minuto
Se o que o que foi nunca mais será
Se o que foi para ti sem mim
Teve sentido e foi sentido
E assim flutuo sozinho nos versos
Que tuas mãos não pegam
Sem saber se é lúdico o meu sufoco
Que se faz verdade ou mentira
E escrevo cabisbaixo
Sofrendo e querendo
Minha poesia que grita
Não sei se é saudade
Nem é mais, talvez
Não sei se saudade
É a palavra correta
Não sei mais se sei.

A poesia virou de cabeça para baixo
Como um caleidoscópio rachado
E sacudo e puxo até que saia caldo
Quente, morno, não sei
Mas sei que minha poesia não é
Nem nunca foi a mais correta
Ela foi apenas história
Foi poesia sem esteira
Que falou de desejo
Que gritou amor sem beiras
E sucumbiu de tristeza
Em prantos, às vezes
Por andar sozinha
Mas ela existiu, serviu
Cantou e gemeu o amor que eu sentia
Até que tu escutasses
E com ela te aninhasses
Esquecendo do antigo
E beijando o porvir
Talvez seja saudade a palavra certa
Talvez a rima de saudade, seja saudade
E então, assim, os versos se completem
Se cerquem das lembranças de lá de trás
Apenas
E se derretam em um poema lindo
Que tu escrevas
Cheio de amor e paixão
Repleto de alegria e verdade
Esquecendo das discórdias
Que maltrataram a poesia
Por serem teatro apenas
Suaram frio sem esperança
E apenas existiram por mera agonia
Sem saber que poesia se eterniza
E não morre nunca, e ficará lá
Deixando lembranças angustiantes
E um nada de saudade.

The Blue is dead
Let’s Rock’n Roll!

Renato Baptista

30 Outubro 2009

Conto do Canto de Uma Sereia


Um dedo de prosa não faz mal a ninguém...


Conto do Canto de Uma Sereia

Em algum ponto entre Dublin e Aracati no Ceará, reina Maria Adelaide, filha de Pai navegador Irlandês com Mãe Cearense.
Maria Adelaide era Senhora da Ilha do Bom Abrigo, rainha dos navegantes e musa dos marinheiros. Mulher das pernas lindas, quadris grandes e robustos, seios duros, maduros e empinados, um anjo que espantava a sua solidão acolhendo os viajantes que chamava com seu canto delicado e enfeitiçador. Única mulher naquele fim de mundo. Uma Deusa maquiada, endiabrada, sempre pintada para a guerra.
Um dia, engravidou de um marinheiro errante, sem pátria como ela, que nascera a bordo de um navio sem bandeira. O tempo passou e nasceu do seu ventre uma menina linda. Maria enlouqueceu. Nascera a sua sombra para a alegria dos navegadores.
A menina virou moça e não quis aquela vida... Não quis ser a Maria Adelaide dos navegantes naquela ilha. E assim, virou sereia, mergulhou no mar e sumiu.
Maria Adelaide morreu de tristeza e a ilha submergiu para sempre.
Há notícias hoje de que há uma ilha no Atlântico Norte, mas que não consta em nenhum mapa, que é muito freqüentada por marinheiros errantes.
Na praia, está em evidência uma estátua de bronze. A escultura de uma sereia. Em baixo da escultura uma placa com os dizeres : -Aqui renasceu Maria Adelaide – A Deusa dos Mares.
Dizem que seu canto se escuta ao longe até hoje, causando intempéries nos sete mares e enfeitiçando os marinheiros e navegantes.

Sereias são eternas nas nossas mentes.


Renato Baptista

29 Outubro 2009

Poemini 76


Visite e cadstre-se: www.casadapoesia.ning.com

28 Outubro 2009

Lua que me Sorri



Lua que me Sorri

Escrevendo, escrevendo
Caneta quase sem tinta
Lápis sem ponta
Rascunhos pelo chão
O bloco terminou
E o amor não acaba
A paixão consome
A lua sorri mas não vem
Encanta por ser encantada
Brilha como estrela que é
Faz da vida alegria
Faz do ar um perfume
Faz o coração gritar
A alma se enternecer
O sentimento cantar
A mão escrever, escrever
E a lua... vem e não vem.

Renato Baptista


E por Falar em Saudade



E por Falar em Saudade

Ai que saudade!
Saudade que vem
Saudade que vai passando
Saudade da saudade
Que vai chegando
A cada dia que passa...

É bom sentir saudade da saudade.

Renato Baptista

26 Outubro 2009

Pulsando


Pulsando

E falando de paixão
Daquela que grita
Dentro da gente
Que nos faz borbulhar
De jeito indecente
Paixão é dor
Qua alucina
Dor intermitente
Que não passa
Que pulsa
Que atordoa
Paixão que vem
Nem sei de onde
E fica e não passa

O pássaro pula do ninho
E nem sabe voar
Aprende...

Renato Baptista

Fazendo...

Fazendo...

Encontros e desencontros
Do que era para ser
E o que seria, talvez
Se não fosse
Assim
Controlar o incontrolável
Como águia
Até sangrar
Auto-controle
Perseguindo o amor que basta
Sem desandar
Sem esmorecer
Sem poder se cansar
Ser ou não ser
Como fazer?
Manter-se fiel às convicções
Entrega sofrida, doída
Pisando no rodamoinho
Areia movediça
Olhando para o lado
Para cima, para baixo
Sem saber... interminável
Porque o amor é assim
Feito para ser sofrido
Vivido
Conjugado
Numa troca alucinante
Cheia de surpresas boas
Ruins, péssimas
Mas que elevam a alma
Entorpecem
Fazem dormir as mãos
Fazem doer o corpo
Todo
Fazem febre
Nesse vai e vem acelerado
Que tenta a busca da verdade
Ser ou não ser?
O tempo dirá?
Como fazer?
Faça!

Renato Baptista

23 Outubro 2009

Para a Eternidade - Poetrix

22 Outubro 2009

O que Restou - Poetrix