16 setembro 2007

História de Amor



História de Amor

E esse amor transparente
Que vive tão perto
E mora tão longe?
Distante o bastante
A ponto de fazer borbulhar
O sangue que escorre
Do meu peito ferido
Trespassado pela flecha rápida
Que com a velocidade de um raio
Que riscou o céu
Enfiou o amor para dentro
De mim
Mas o tempo
Foi mal calculado
E o amor se perdeu
Por instantes
Flutuou em nossos corpos vizinhos
Sem piedade
Por um tempo perdido
Tardou na sua plenitude
Atrasou a amplitude
E não reconheceu
O clamor gigante
Da espera constante
Agonizante
Muitas tardes de Domingo chuvosas
Foram preenchidas pela angústia
E por bocas cheias de gemidos
Surdos
Mal sabiam os dois
Que era só abrir as portas
E pular um muro
Ou talvez
Olhar para o lado
Era só gritar o seu próprio...
Nome
O seu próprio amor solitário
A plenos pulmões
Então nada
Nada iria impedir
E nem evitar
Um passeio sereno
De mãos dadas
Pelo resto das suas vidas
E os dois seguiram
Seus destinos
E vivem hoje
Um amor transparente
Que vive tão perto
E mora tão longe
Mas habita os seus corações
De forma plena
Total
Tardia.


Renato Baptista

Todos os Direitos Reservados

2 comentários:

Tarcísio Zacarias disse...

Meu velho, bom ter o endereço da tua casa nova. Vou passando por aqui para ler teus poemas, que são belos e repletos de sentimentos. Um abraço e boa semana para você.

Anônimo disse...

Poeta, uma história de amor assim é para poucos. Para bem poucos ainda é saber transformá-la numa poesia tão linda.
Meus parabéns.
Beijos da Mariah Assunção