13 setembro 2007

Por Ti



Por Ti

Nas entrelinhas dessa minha vida por ti
Sem pressa, procuro e acho atalhos
E nas tristezas e angustias comprimidas
Recupero meu sentimento que jaz em retalhos

Às vezes perdido, sem rumo e cambaleante
Encontro forças em lugares que não existem
E no meu escudo soberbo de cavaleiro errante
Vivem os teus versos que por mim persistem

Empunho, então, firme a afiada lança aguda
Ultrapassando os limites do horizonte perdido
Encontrando em teu peito macio a minha ajuda

Desvencilho-me de fardos sonhando com teu semblante
E nunca recuo, nunca, mesmo que mortalmente ferido
Nessa minha busca eterna pela tua presença constante.

Renato Baptista – Agosto 2007

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