18 setembro 2007

Sem Lua, sem nada...



Sem Lua, sem nada...

Enfrentando o destino
Pela estrada sem luar
Areia espalhada pelo chão
A lua morreu! Devagar
Levou consigo seus segredos
Nossos segredos, alinhados, sem par
Transborda dor pela dobra do tempo
Carregada de faiscas, magia no ar
Andarilho trôpego permanece
Sem saber viver, sem respirar

Anestesia injetada
Dor conclamada
Brada-se tristeza
Em plena tempestade
Almas gritam alucinadas
Porque nos roubaram a lua
O destino tornou-se mera coincidência
E de tanta tristeza a lua morreu
Devagar...

Renato Baptista
Direitos Reservados

Um comentário:

Lu disse...

Fala Renato. Tudo bem? Está de casa nova, então. Já linkei o seu blog ao meu. Assim posso lhe visitar mais vezes.

Quanto a esta poesia, ela me trouxe a profundidade da perda, seja dos sonhos, seja de úm ente amado. A simbologia da Lua traz frieza e, ao mesmo tempo, romantismo. Bela poesia. Parabéns.

Abraço.