06 outubro 2007

Balada do Silêncio



Por não te possuir, tendo-te minha
Por só quereres tudo e eu dar-te nada
Hei de lembrar-te sempre com ternura

Estrofe do poema “Soneto de Quarta-Feira de Cinzas”
de Vinícius de Moraes.


Balada do Silêncio

E um enorme silêncio
Toma conta da noite
Mais silêncio
Do que teria
A própria noite
Na sua solidão escura
E eu a tenho nos meus braços
Mas não nos meus abraços
Eu a tenho nos meus lábios
Mas não nos meus beijos
Eu a tenho por completo
Mas levo a vida
Em solidão... Como a noite
E assim, a cada dia
Meu conforto
É sentir saudade
Como o jeito mais simples
De ter você perto de mim
E o meu coração
Se conforma
Em ser uma metade
Batendo em silêncio
Para não me despertar
E eu ter que perceber de novo
A sua eterna ausência.

Renato Baptista – Direitos Reservados

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