06 outubro 2007

Estrela da Minha Vida



Estrela da Minha Vida

Naquela noite linda
De luar de lua cheia
Quando meus sentidos
Se aguçam
Joguei meus pensamentos
E sentimentos para cima
Ao vento
Olhando para o céu azul escuro
E sem nuvens
E ainda com poucas estrelas
Aparentes
Pude então ver um risco branco
Que cortava a imensidão
Como um relâmpago arisco
De repente, aquele raio
Em velocidade assustadora
Aprumou-se em minha direção
E sem que eu pudesse
Respirar de novo
Senti um zumbido agudo e veloz
Passando pela minha cabeça
E estatelando-se no chão
A um metro de mim
Era uma estrela cadente
Que jazia ali, bem à minha frente
Com duas pontas enfiadas no chão
E as outras três
Brilhando para mim
Tentei pegá-la...
Imaginou que relíquia?
Mas qual o quê...
Estava fervendo a danada
Sentei-me ali a velá-la
Como que tomando posse
Do enviado presente
Aos poucos
Os brilhos cintilantes
Foram-se apagando
Ela foi se acalmando, esfriando
E finalmente consegui
Pegá-la em minha mão
Ela era toda branca
E meio desgastada pela viagem
Mas bem no meio dela
Havia uma inscrição em baixo relevo
que dizia assim...
...Eu também te amo!
Tua Mulher.

Você nem sabe
Mas guardei para sempre
Aquele meu presente
Minha fonte de vida
A prova do seu amor
Que veio para mim do céu
Escrito numa estrela.

Renato Baptista – Direitos Reservados

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