10 novembro 2007

Doce Veneno...



Doce Veneno...

Primeiro Ato

Sinto seu cheiro mulher
As paredes giram
Doce veneno...

Sinto seu toque divino
Eu me arrepio
Doce veneno...

Sinto seu hálito quente
Minha boca saliva
Doce veneno...

Sinto você quente por dentro
Meu corpo transpira
Doce veneno...

Sinto seu gosto de amor
Meu beijo a lambuza
Doce veneno...

Sinto sua boca úmida
Estremeço, convulsiono
Doce veneno...


Sinto sua pele macia
Que incendeia a minha
Doce veneno...

Sinto seus cabelos soltos
Que lambem o meu rosto
Doce veneno...

Sinto sua prece que me envolve
Torno-me senhor de mim
Doce veneno...

Sinto seu carinho profundo
Tenho-me vivo
Doce veneno...

Sinto seu olhar que me atravessa
Fico inteiro do avesso
Doce veneno...

Sinto sua paixão latente
Seu amor me entorpece
Doce veneno...

Segundo Ato

Sinto...
Sinto tudo o que o amor me permite
Sinto-me em chamas
Queimando em versos
E me derretendo em poesia
Transpiro emoção latente
Sinto a vida que pulsa
Como um coração

Sinto...
Sinto poemas que brotam
Germinando na alma
E flutuando eternos
Através do tempo
Poemas que permanecerão
Além de mim
Exalando meu amor maior
Por todo o sempre
E perpetuando a minha paixão
Por você
Como um doce veneno...

Epílogo

Provei do seu néctar
Invadi seu corpo com o meu
Bebi sua poção de amor
E me submeti à sua magia
Estando agora
Envenenado por seu doce
Que me faz doente de paixão

E assim termina esse poema
Repleto de atos de amor
Que fez nascer a poesia desejo
Que imortaliza a história
Do seu doce veneno...


Renato Baptista


Direitos Reservados

Um comentário:

Anônimo disse...

Doce... Terno encanto cada leitura dessa tua Fantástica Poesia, Padrinho!!! Apaixonada... De amor transbordante, sentido em teus versos singulares!!! Sempre maravilhoso ler-te e aprender contigo, meu Querido Amigo!!! Deixo meu beijo de ternura no teu coração e o meu muito obrigado sempre!!! Iza