27 dezembro 2007

Jeito de Amar



Jeito de Amar

Eu te amo
De um amor assim
Malvado
Danado
Encorpado
E te pego de jeito
Com meu beijo molhado
Com meu corpo suado
De te amar desesperado
E assim te amo
Com esse amor calejado
Até desajeitado
Quem sabe, adoidado
Mas um amor amado
Pirado
Exagerado
Consagrado
Amor estrela
Amor dourado
Extrapolado
Sentido mesmo
No fundo da minha alma
De tudo que é jeito
Com ou sem defeito
Amor satisfeito
Amor perfeito
Desnorteado
Aprumado
Amor maior que tudo
Amor arte.

Renato Baptista

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Como Uma Luz...



Como uma Luz...

Candelabro mágico
Velas ao vento
Chamas que me seduzem

Escorrem fios de parafina
Gotas brancas se juntam
Forma-se castelos

Derrete-se a saudade
O ar aquecido
Desejo arde em fogo

Beijos estalam no ar
As chamas lambem as bocas
Sonhos etéreos tomam forma

Ilumino teu retrato
Caio de joelhos
Sobrevivo mais um dia.


Renato Baptista

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Ciúme no Canto da Boca



Ciúme no Canto da Boca

Para a Bárbara – Minha filha.

E esse teu jeito arruaceiro
De menina faceira
Com o sorriso certeiro
De canto de boca

E esse teu jeito matreiro
De moça sensível
Com o ciúme explodindo
No olhar fulminante

É esse o teu jeito perfeito
De mulher errante
Cavaleira andante
Em busca do santo amor

É esse o teu jeito !
Jeito de menina-moça
Sensível e certeira

Jeito de mulher fulminante
Explodindo perfeita com o ciúme
Escorrendo pelo canto da boca.

Renato Baptista

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20 dezembro 2007

Na Calada da Noite



Na Calada da Noite

Uma noite
Quase madrugada
Lua nova
Eu acho
... E nem importa
Envolvo você
Com meus braços
Aperto-a forte
Viro você
Reviro
Procurando
O seu avesso
Já conheço
Cada detalhe seu
E vou por meus atalhos
Tocando
Arrepiando
E ouvindo os seus gemidos
Baixos, surdos
Que denunciam
O seu prazer
Tapo sua boca
Com minha boca
Engulo então
Os seus gritos
Os gritos que alucinam
A calada da noite
Gritos que ecoam
Dentro de mim
Anunciando o momento
De eu sair de você
Por momentos...


Renato Baptista

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15 dezembro 2007

Cabelos ao Vento



Cabelos ao Vento

Vem a brisa
Em noite quente de verão
Lua branca anuncia um encontro
Flui energia que corta o ar
Incendeiam-se corações
Sem que se saiba, sem nada
Sem premeditação
Só um cheiro doce no ar
Perfume guardado nas lembranças
Carinho suave recolhido
Amor que se tornou saudade
E a brisa ganha força
Espíritos dançam à volta
E a magia se forma
Se transforma
Faz da saudade ferina
Um encontro marcado
Determinado, escrito nas estrelas
Foi como um abraço
Um beijo molhado
Um toque de paixão
Que sacudiu os enganos
E aquele rosto lindo olhou para o meu
Mãos me tocaram e me afagaram
Contaram-me histórias
E me cantaram segredos
Falaram de amor distante
Como uma dançarina que dança no escuro
E cabelos lindos lamberam meu rosto
E boca e olhos e seios belos
Encantaram minha noite
E se fizeram meus por instantes
Presente que veio do céu
Trazido por mãos de anjos
Que bateram suas asas por mim
Naquele breve instante
E agitaram o ar
Que tornou-se vento
Que entrando pela minha janela
Trouxeram-me, pela mão, você
Minha doce menina
Que brilha e resplandece
Com seu sorriso perfeito
E seus braços abertos me envolveram
Suas mãos lindas brincaram
Pintando um quadro
De colorido vibrante
Nele, uma mulher
Correndo pela praia
Com os cabelos ao vento.


Renato Baptista

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Ladrão de Sorrisos



Ladrão de Sorrisos

Cada vez que você olha
Para dentro dos meus olhos
Lendo os meus pensamentos
E me contando os seus
Eu me pego, sem querer
Desviando o meu olhar
Para o teu sorriso
Que sempre responde
Ao meu
É um momento mágico
Simplesmente inesquecível
Que eu quebro
Sem que você perceba
Roubando toda a sua graça
E a guardando
Na palma da minha mão
Mais tarde eu partilho
O que roubei de você
Com meus olhos
Abro minha mão
Sorrio para tua boca
E beijo teu sorriso...
... Porque ele agora
É meu
Procure outro sorriso
Para você
Quem sabe até eu deixe
Você roubar o meu
Porque o seu, eu não
Devolvo nunca
Mais.


Renato Baptista
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07 dezembro 2007

Poema para um Amor



Primeira estrofe do “Soneto da Véspera”
Vinicius de Moraes

“Quando chegares e eu te vir chorando
De tanto esperar, que te direi?
E da angústia de amar-te, te esperando
Reencontrada, como te amarei?”

Poema Para um Amor

E dentre tuas tantas lágrimas
Uma escolherei...
Enxugarei todas as outras
Uma a uma
Levando com elas
Todas as tuas tristezas
Mas aquela uma eu guardarei
Em clausura no meu coração
Para que eu sempre me lembre
Que um dia tu chorastes por paixão
E a usarei se for o caso
Se um dia você me disser adeus
Porque as minhas, já as gastei todas
Pranteando as tuas longas ausências
E te direi depois
Que te trouxer de volta
O teu amor maior
Que em mim tu sempre vivestes
E beijarei molhado
Teus beijos, tua carne, tuas mãos
E te entregarei aos poucos
O que por direito é teu
E te amarei por completo
Sem angústias
Sem mais nenhuma espera sofrida
Correndo contra o tempo
Que já bandido anuncia
O inicio de mais uma despedida.


Renato Baptista

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04 dezembro 2007

Corpos Nus



Corpos Nus

Delicada como cristal, raro
Suave como vinho, na taça
Perfume na pele, intocada
Inconseqüente desejo, louco

Bailam corpos nus
Sem música alguma, sem respirar

Beijam-se as orquídeas, selvagens
Deixam rastros nos lábios, adocicados
Unhas e gritos surdos passeiam, pela alma
E peles se arranham, sem compostura

Bailam sem música, sem respirar
Os corpos nus embriagados, de paixão

Olhos trocam carícias, penetrantes
Olhares se fundem e se aquecem, enternecidos
E mãos se tocam sem medo, sem mais saudade
Enquanto bailam os corpos nus, sem pudor algum

No ar não há mais medo de se esquecer de sonhar...


Renato Baptista

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01 dezembro 2007

Amorazul



Amorazul

Sonhei acordado
Com teu sonho loucolindo
De luzes refratadas
Na espuma da gigante
Onda perfeita
Que veio do fundodomarazul
Com a missão de nos carregar
Cavalgando cavalosmarinhos
Até o mundocor arco-íris
Nossas íris brilhavam
Atiçadas pelo sal da água
E pelo açúcar
Do teu beijo docedeabóboracomcravo
E brincavam com as partículas
Em cores que pairavam
No céuazul
Sentíamos o cheiro
De maresia do mar revolto
Que agora abrigava
O nosso amor de mãosdadas
Que mergulhava
No sonho de espumaviva
O brilho das nossas felizes almasfelizes
Encontraram Xangri-lá
Com seus pássarosazuis
Que carregam nos bicos
Os anéis do casamentoamor
E o céuazul, o marazul
Os pássarosazuis, os anéisazuis
O barcoazul. Tudo...
Tudo estava vitrificado
No caleidoscópio do teu sonhoazul
Emoldurado pelo arcoíriscolorido
Com todas as cores do universo
Que agora brindam e protegem
Os nossos sonhos de amor
Sonhos de amorazul.



Renato Baptista


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Corpo // Flutuante - Dueto com Veronica de Nazareth



Corpo//Flutuante


Teu Corpo // que flutua em mim

Meu Barco // que me salva da tormenta

Em Oceano de Prazer! // Que vira lençol revolto.


Veronica de Nazareth-Noic@ // Renato Baptista