04 dezembro 2007

Corpos Nus



Corpos Nus

Delicada como cristal, raro
Suave como vinho, na taça
Perfume na pele, intocada
Inconseqüente desejo, louco

Bailam corpos nus
Sem música alguma, sem respirar

Beijam-se as orquídeas, selvagens
Deixam rastros nos lábios, adocicados
Unhas e gritos surdos passeiam, pela alma
E peles se arranham, sem compostura

Bailam sem música, sem respirar
Os corpos nus embriagados, de paixão

Olhos trocam carícias, penetrantes
Olhares se fundem e se aquecem, enternecidos
E mãos se tocam sem medo, sem mais saudade
Enquanto bailam os corpos nus, sem pudor algum

No ar não há mais medo de se esquecer de sonhar...


Renato Baptista

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