20 dezembro 2007

Na Calada da Noite



Na Calada da Noite

Uma noite
Quase madrugada
Lua nova
Eu acho
... E nem importa
Envolvo você
Com meus braços
Aperto-a forte
Viro você
Reviro
Procurando
O seu avesso
Já conheço
Cada detalhe seu
E vou por meus atalhos
Tocando
Arrepiando
E ouvindo os seus gemidos
Baixos, surdos
Que denunciam
O seu prazer
Tapo sua boca
Com minha boca
Engulo então
Os seus gritos
Os gritos que alucinam
A calada da noite
Gritos que ecoam
Dentro de mim
Anunciando o momento
De eu sair de você
Por momentos...


Renato Baptista

Direitos Reservados

Um comentário:

Poemas e Cotidiano disse...

Tato, meu mano:
Que maravilhosa poesia! Um encantamento em cada sentenca, um final romantico, lindo, assim como sao todas suas poesias.
Quero desejar a voce, meu querido, um FELIZ NATAL cheio de bencaos e alegrias.
Um beijo carinhoso
MARY