30 dezembro 2008

Carta a um amigo - Autor Desconhecido



"2009" - Para refletirmos um pouco

Dentro de alguns dias estaremos no último dia do ano de 2008... e depois da meia-noite, virá o Ano Novo... O engraçado é que, teoricamente, continua tudo igual... Ainda seremos os mesmos. Ainda teremos os mesmos amigos.
Alguns o mesmo emprego. O mesmo parceiro(a), as mesmas dívidas (emocionais e/ou financeiras) . Ainda seremos fruto das escolhas que fizemos durante a vida. Ainda seremos as mesmas pessoas que fomos este ano...
A diferença, a sutil diferença, é que quando o relógio nos avisar que é meia-noite, do dia 31 de dezembro de 2008, teremos um ano IN-TEI-RI-NHO pela frente!
Um ano novinho em folha!
Como uma página de papel em branco, esperando pelo que iremos escrever.
Um ano para começarmos o que ainda não tivemos força de vontade, coragem ou fé... Um ano para perdoarmos um erro, um ano para sermos perdoados dos nossos... 366 dias para fazermos o que quisermos... Sempre há uma escolha...
E, exatamente por isso, eu desejo que vocês façam as melhores escolhas que puderem. Desejo que sorriam o máximo que puderem. Cantem a música que quiserem.
Beijem muito! Amem mais!
Abracem bem apertado!
Durmam com os anjos e sejam protegidos por eles.
Agradeçam por estarem vivos e terem sempre mais uma chance para recomeçar. Agradeçam as suas escolhas, pois certas ou não, elas são suas.
E ninguém pode ou deve questioná-las. Quero agradecer aos amigos que eu tenho. Aos que me 'acompanham' desde muito tempo. Aos que eu fiz este ano. Aos que eu escrevo pouco, mas lembro muito. Aos que eu escrevo muito e falo pouco. Aos que moram longe e não vejo tanto quanto gostaria. Aos que moram perto e eu vejo sempre. Aos que me 'seguram', quando penso que vou cair. Aos que eu dou a mão, quando me pedem ou quando me parecem um pouco perdidos. Aos que ganham e perdem. Aos que me parecem fortes e aos que realmente são. Aos que me parecem anjos, mas estão aqui e me dão a certeza de que este mundo é mesmo divino.
Muito obrigado por fazerem parte da minha história!!!
Espero que 2009 seja um ano bem mais feliz, amoroso e próspero para todos vocês!
Um beijo bem grande e que em 2009 você faça suas próprias escolhas e seja muito feliz!!!
Desejo o necessário e fundamental para que vocês sejam MUITO FELIZES!!!

Autor Desconhecido

27 dezembro 2008

Feliz Ano Novo



Feliz Ano Novo

Mais um ano
Ano novo, velho
Não sei
Simplesmente
Mais um ano
Retoques, promessas
Alusões, discordâncias
Tentativas vãs
Desleixo, agonia
Tristezas, choros
Desenganos, promessas
Momentos em que se acredita
Alegria inconstante
Serenidade e solidão
Mais um ano se foi
Apenas um ano... Pouco
Mais um ano vem... Muito
Porque se espera
Porque se ora
Porque é preciso
Porque é tempo de vida
Mais um ano
Sem brindes,talvez
E outra vez melancolia
Mais um ano
Menos um ano...

Feliz ano novo!!!

Renato Baptista
Dezembro 2009

Orquídeas Feridas



Orquídeas Feridas

Do alto da minha janela
Mais do que discreta, até
De beirada tão calejada
Avistei o teu quintal
Doces frutas caídas pelo chão
Como amor esparramado
Caíam algumas naquela hora, incrível
Gritei alto em represália
Tentando fazer parar tal infortúnio
Tudo ali manchava o chão
Roxo veneno, amarelos, vermelhos
Como teu sangue que avistei ali
Bordando nas lajotas brancas
Relatando um poema agonia
Escrito bem ali do lado esquerdo
Mesmo lado do coração do peito
Aquele que dói, se arrepia, estremece
Seus versos cantam as orquídeas feridas
Feridas de morte e agora inertes
Sem cor, sem perfume, sem rimas
Entregues ao tempo, sem amor, sem carinho
Poema definido, instituído, conjugado
E eu ali, no alto da minha janela
Discreta e solitária, atormentada
Deixando escorrer uma lágrima vazia
Que rolou pela minha face
E se espalhou na lajota fria
Misturando-se ao seu desencontro.

Renato Baptista

Todos os Direitos Reservados

26 dezembro 2008

Feridas



Feridas

Dor essa que arrebata
Dor que fere e não mata
E que vem profunda
Arrancando tremores
Possuindo a vida
Inundando o peito
E destruindo a esperança

Ah! Dor explêndida
Que faz pensar
Que nos faz sentir
Que se anuncia e cala
Como um voraz desespero

Ah! Dor maldita
Que grita, espreme
Faz sofrer desenganos
Arranca pedaços sem pena
Que olho, e está em toda parte

Quanta dor geme essa ausência
E tanta distância se faz presente
Morre o coração a cada segundo
E os pássaros então não voam mais
Nem nadam os peixes
Nem se vêem mais carícias plenas

Nada prevalece
Nada exaurido
Nada profundo
Apenas o corte
As feridas abertas
Cicatrizes anunciadas
No céu vermelho
Na carne vermelha
Machucada...

Bárbara secura d’alma
Estremecendo o dia
Semeando a noite
Calculando o amanhã
Sem quereres
Sem sensações
Sem amor presente
Sem beijos inconseqüentes
Sem nada, sem nada, sem nada mais
Apenas dor maldita
Que fere e não mata
Cruelmente, perversamente...


Renato Baptista

Todos os Direitos Reservados

Loucura Capital



Loucura Capital

Como um louco permaneço
Alma seqüestrada
Levada, carregada
Terrorismo absurdo
Que como bala jaquetada
Atravessa o coração
E arranca o sangue
Sangue grosso esguicha
Vermelho escuro
Que de tão vermelho nem escorre

Como um louco permaneço
Alma aglutinada
Hemácias corrompidas
Em vôo cego constante
Sem volta, sem trégua
Sem água, sem sede
Sem açúcar, sem doce
Sem cor, sem desejo
Sem vontade, sem nada
Sem beijos, sem mais nada

Apenas loucura capital
Sem mais nada
Sem nada
Nada.


Renato Baptista

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05 dezembro 2008

Falta algo sobre você



Falta algo sobre você

Algumas vezes eu paro
E começo a imaginar
As pessoas que amaram você.
Então eu me sinto aflito
E saio correndo entre
As árvores...
... Mais e mais, até que
Me vejo perdido
Na floresta
Dos meus sonhos.
Sonhos que me contam
Contos que as fadas
Nem podem imaginar.
Eu me esforço,
Fico tentando decifrar...
Encontrar argumentos
Que me acudam.
Mas nem você
Pode me ajudar
Porque você, eu vi
Não mora mais ali.
A floresta está vazia,
Calada como você
Quando olha para mim
Com aqueles olhos
Que escondem.
Mas não faz mal,
Os espíritos gritam e o eco
Se faz poderoso.
E um dia, ainda,
Eu vou aprender tudo
O que falta sobre você.

Renato Baptista

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Traduzindo

Traduzindo

Como um céu sem estrelas
Vaga imensidão sem cor
Sem música, sem sombras
Chocolate amargo seduz
O resquício do ar que se respira
Como hecatombe sem nexo
Que transfere os impulsos
Desmancha o coração
Que jaz em pedaços miúdos
Espalhados agora na imensidão
Nada consola mais
Nada é tudo na verdade
E tudo é mentira da alma
Brilhos feridos viajaram
Na bagagem o que restou
Na memória o que se esqueceu
E lá vai o barco sem destino
Suportando as ondas do amanhã
Que deixam respingos nas almas
Como lembranças eternas
Do que um dia foi vida vivida.

Renato Baptista
Direitos Reservados

14 novembro 2008

02 novembro 2008

Fel Adocicado



Fel Adocicado

Vens do nada, calado
Com espada audaz em punho
Arranca-me o estame
Destrói a raiz

Bruto sem rosto
Não tens trégua
Arranco-te o coração
E o engulo com gosto

Sem perdão ao ladravaz
Incontido e atrevido
E agora morto e branco
Sem sentidos eternamente

Carga profunda de lança afiada
Roubou-lhe primeiro a petulância
Perfurou o peito certeira
Terminou com o sorriso desavisado.

Meu amor dança a música perfeita
Com seu vestido branco esvoaçante
Deixa beijos no ar, estalados
Voa o ciúme para o inferno!


Renato Baptista

Todos os Direitos Reservados

O Amanhã


25 outubro 2008

18 outubro 2008

Pérolas Lágrimas - Súplica


Pérolas Lágrimas - Súplica

Vem de encontro
À minha prece
Que pede desesperada
Por ti

Escute meu choro
Abrace minha alma
Beije meus lábios
Faça-me teu, só teu
Assim como pede
O teu desejo

E nesses caminhos
Traçados pela vida
Em que as nuvens da saudade
Pairam baixas sem temor
Tropeço com meus passos soltos
Nas entrelinhas que contam
Da insegurança incontida
No espelho brilhante do horizonte

E eu rezo
Oro por ti
Para ti

Peço a Deus
Pela tua alegria
Rezo por mim

E meus altos e baixos
Ciúme intrínseco
Que vagueia sem destino
Entre os meus pensamentos
Descortinam meu jeito insano
De tanto precisar te amar

E eu amo, sofro
Sofro e amo
Amo amar
E odeio sofrer

E te atormento
Sem intenção
Entorto teu sorriso
Te arranco lágrimas
Que cultuo sem prazer

Pérolas lágrimas
Pérolas brancas
Pérolas negras
Pérolas pérolas
Pérolas que escorrem
Molhando a tua face
Afogando teus lábios
Que não querem
Me dizer adeus
Porque são pérolas

Vem menina
De encontro
À minha prece
Escute menina
Meu grito oco
Que te implora
Implora
Implora
E... Implora

Entenda então
O meu jeito
Não faça desfeita
E nem converse baixinho
Pule, grite, bata... Palmas
E então pule, grite...

Seque meu pranto
Junte-se a mim
E me conte desse teu amor
Abra-te em flor
Orquídea selvagem
Minha miragem
E exale teu perfume
Enlouquecedor
Meu cheiro de amor

Beije meu beijo então
Menina...
Menina encanto
Anjo do céu
Menina
Minha menina
Meu doce presente
Menina
Minha menina
Meu amor.

Renato Baptista
Direitos Reservados

Jaz a Esperança - Quadras que Falam Sózinhas


Jaz a Esperança
Quadras que Falam Sózinhas

Desorientado como um caso sério
Em meio à multidão que grita
E sons enlouquecidos atordoam
E se fazem ouvir ao longe

Voam os pensamentos caóticos
Que traduzem o vazio da alma
Impulsionam a esmo a elegância
E desmontam o sentido prático

Cai o sol e cai a lua nua e crua
Na imensidão solene do sofrimento
E a ausência se desespera como nunca
Atropelando os amanhãs que morreram

Vem de leve a febre terçã que fica
Envolve e esquenta os olhos cegos
Em cada tarde sem sentido e sem calor
Em cada minuto da vida que sobrou

Jaz esperança que se torna um fio
Balançando o coração que ainda bate
Jaz e anuncia o prelúdio que não vem
Que se faz morte em vida versada

Escorrrem lágrimas que nem sei mais
Salgando o precipício da solidão
Desiludidos músculos se contorcem
E doem e doem e doem... Doem.

Renato Baptista
Direitos Reservados

Indagações


Indagações

Veio a luz do céu composto
Exposta tal qual pensamento
Que fere o sentimento
E apavora, mesmo sem querer

Em momento claro e iluminado
O vento conduz as sensações
Transmite o vazio das estações
E faz da vida eterno poente

Mentor atravessa pântanos
Desafiando a esperança
Calculando caminhos
E mostrando os passos

Devaneio borbulha incólume
Gira o mundo, de cada um
Insensato dizer se aproxima
E assassina sem dó a existência

Bradado o grito de dor
Que acelera o coração
Acelera lágrimas
E a paixão naufraga

Luz essa que fere, não sei
Extingue seu próprio alvorecer
De onde vem essa força, meu Deus?
Indagações florescem, e mais...

Renato Baptista
Todos os Direitos Reservados

Loucura Capital


Loucura Capital

Como um louco permaneço
Alma seqüestrada
Levada, carregada
Terrorismo absurdo
Que como bala jaquetada
Atravessa o coração
E arranca o sangue
Sangue grosso esguicha
Vermelho escuro
Que de tão vermelho nem escorre

Como um louco permaneço
Alma aglutinada
Hemácias corrompidas
Em vôo cego constante
Sem volta, sem trégua
Sem água, sem sede
Sem açúcar, sem doce
Sem cor, sem desejo
Sem vontade, sem nada
Sem beijos, sem mais nada

Apenas loucura capital
Sem mais nada
Sem nada
Nada.

Renato Baptista

Direitos Reservados

11 outubro 2008

Acordes



Acordes

E então vem do céu
Trazido pelo vento
Esse tanto de amor
Que me impulsiona
E vem e se derrama
Espalha-se sobre mim
Como calda doce e quente
Fazendo de cada instante
Cada momento de vida
Um pouco de alforria
Não me cabe mais
Tanta e tanta espera
Daquelas que ardem
Fazem doer o coração
E os acordes da canção
Count on me
Reverberam na noite
E sobrevivem ao dia
Fazem do teu perfume
Que persegue meus instantes
Um brilho que comigo dança
Encanta-me e faz sonhar
Mistura lua e sol
Céu e mar
Gelo e fogo
Fazendo magia
Com meu sangue que ferve
E derrete minhas artérias
Que voltaram a viver
Após o choque sutil
Que desfez minha espera
Que faz tempo, faz tempo
Escondeu o meu luar.

Renato Baptista

Direitos Reservados

Amor em Movimento



Amor em Movimento

Amor singular
Único
Paixão cor
Nuances
Pinturas
Em
Movimento
Braços
Com tentáculos
Coloridos
Exaltados
Transpondo o infinito
Beijo doce
Com uma boca doce
Sentimento capturado
Por osmose
Hálito trocado
Pela língua pervasiva
Delicadamente anunciada
Pelo caminho premeditado
Anunciando, quem sabe
O embrião do amor plural
E único
Em total movimento.


Renato Baptista

Direitos Reservados

Alguns Detalhes



Alguns Detalhes

Perco-me às vezes
Nas entrelinhas escuras
Ah, como posso ser distraído assim?
Parece-me que estão escritas no ar
Duas vidas...
Uma ao teu lado, outra, sentindo a tua falta
E assim, com meus olhos cegos
Incorro no meu erro
Peço-te então que me permita errar
Deixe que em certos momentos
Eu te faça chorar
Mas nunca deixe que meus erros
Te façam errar
Entenda meus sentimentos
Meus grandes enganos
Sem nunca se deixar enganar
Se porventura eu te faço mal
É porque te amo mais do que o amor
Se te endoideço a ponto de explosão
É porque te adoro
Se me engano e atropelo tudo
É porque estou louco de paixão por ti
São esses apenas alguns detalhes
Nossos pequenos detalhes em segredo.


Renato Baptista

Direitos Reservados

28 setembro 2008

Enfim...



Enfim...

O sol se apagou
Congelando o horizonte
E o mundo foi inundado pela noite
Escuro pensamento perseverou
E o frio congelou as sensações
Que atravessaram os sentimentos
Ultrapassando os limites do tempo
E dilacerou o coração vermelho
As estrelas caíram do céu
E sem sentido vagueiam agora
Deixando eternas suas marcas profundas
Não há mais brilho, nem horizonte
Nem há o que deve ser
Porque as luzes todas se apagaram
Provando que o sempre, acaba
Que o eterno morre antes que termine
Que o nada é tudo, enfim...


Renato Baptista

Direitos Reservados

23 setembro 2008

Introspecção



Introspecção

Quem é esse homem
Que pensa com minha cabeça
Sente com a minha alma
E age com o meu coração?

Quem é esse homem
Que veste as minhas camisas
Anda com o meu cansaço
E corre pelos meus caminhos?

Quem é esse homem
Que não sabe, não crê
Que saboreia o vento
Como se ele nada fosse?

Quem é esse homem
Que sem saber de mim
Dorme com a minha realidade
E acorda com os meus sonhos?

Quem é esse homem
Que me roubou aos poucos
Toda a essência do amor
Deixou-me louco e sem rumo?

Quem é esse homem
Que olha no seu espelho e me vê
Que se alimenta da minha paixão
E que não chora as tristezas?

Talvez, esse homem seja eu...


Renato Baptista

Direitos Reservados

15 setembro 2008

13 setembro 2008