31 janeiro 2008

Disfarce / Por Mais Lágrimas - Dueto com Mary Fioratti



DISFARCE

Lágrima que teima
em equilibrar-se nos olhos
faz acrobacias
voltando para sua origem
E quando a garganta
engole seco
e o coração
se confrange em um espasmo
ela volta
inundando a íris
e segura-se forte
impagável e absoluta
aos olhos invisíveis
do mundo
Lágrima que teima
em ser mostrada
emoção que reluta
a ser exposta
palavras quase escritas
mas apagadas
E a lágrima
que teima tremulante
insegura
dolorida
fica esperando
que essa dor passe
mas num descuido
inocente
tropeça em meu soluço
e rola
na minha face

Mary Fioratti


Por Mais Lágrimas

Lágrima tremulante
Que veste a íris
E reveste a tristeza
Lágrima congela-se
Realiza o disfarce
Lágrima bandida
Que canta a tristeza
Que os ventos trazem
E o sol amanhece
Em mais uma amanhã
Tão pedido em oração
E a lágrima aquecida, rola
Lavando o rosto
Trôpega, tonta
Desviando dos soluços engolidos

Meu disfarce está concluído...

Renato Baptista
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26 janeiro 2008

Teus Olhos - Alberto Afonso Landa Camargo



TEUS OLHOS

Eu me vejo no brilho dos teus olhos,
Carinhoso reflexo de mim mesmo...
Espelho deste meu maior desejo,
Arquivo amado de minhas imagens,
Céu de fundo dos meus eternos sonhos...

Alberto Afonso Landa Camargo
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In Extremis - Alberto Afonso Landa Camargo



IN EXTREMIS

Quando eu morrer
Quero o sol esmaecido
Da tarde de um outono qualquer
A dar contornos no tapete de folhas
Que cobre o chão...
Enquanto outras caem
Valsando no ar
Para misturar-se ao cheiro
Da terra deste entardecer sereno
Que se derrama nos rostos
Molhados pelas lágrimas...
Ah!... O espírito... Este?...
Ele irá desprender-se mansamente
E caminhará acenando
Ao ritmo das folhas
Enquanto estalam gravetos
Sob os passos de quem é vento,
Brisa suave que se vai
Para nunca mais voltar...

Alberto Afonso Landa Camargo
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24 janeiro 2008

Uma Viagem


Uma Viagem

Pântano, sigo...
Mata fechada, cerrada
Escuridão, cipós
À frente paredão íngreme
Pedra lisa, escorregadia
Escalo rumo ao céu
Além do topo
Areia movediça, armadilha
Logo mais o abismo
Olho para baixo, profundo
E eu me atiro, vôo caindo
Acordo com a água
Vestindo o meu corpo
Mergulhei
Nado... Região abissal
Pulmões explodindo
Acho o ar que me alimenta
Toco a campainha
Meu prêmio é o seu beijo
... Como você mora longe!



Renato Baptista


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Um Castelo Chamado Saudade



Um Castelo Chamado Saudade

Disputa insana
Entre o querer e o estar
Brilhos da alma
Cintilam ao redor
E na esperança cândida
Os sonhos coloridos vivem
Tremula a vontade do amanhã
Nascem sensações na solidão
Recobertas de amor
Transbordando de paixão
Embebidas de perfume
E arranhadas pela distância
E a vida se torna espera plural
Inconstante na essência
Teme-se a hora que virá
Pois ela pode apenas continuar
Inflada de querer
Anunciando solenemente
Que o estar continuará
Guardado pela esperança
Construindo no ar
Um castelo chamado saudade.



Renato Baptista
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Moça Descalça



Moça Descalça

Moça descalça e que vem
Caminha ao meu lado e nem sei
Tropeça em meus pensamentos
Adoece de tanto desdém
Que vem e vem apesar do que sou
Brada tortura lancinante
Escondida no tempo e que surge
Tal qual o sol no amanhecer
Que vem do nada e acontece
Apesar da força da noite
Com suas estrelas e tudo
Suas luas e explosões...

Vem moça descalça
Até mim como se eu fosse eu
Ainda...

Renato Baptista
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06 janeiro 2008

Seus Cabelos



Seus Cabelos

Bailam seus cabelos soltos
Que me lambem o rosto sem pudor
E me contam seus segredos... De amor

Bailam seus cabelos sobre mim
E me ensinam pequenas coisas
Doces venenos que aprecio, enfim

Entrego-me ao vento que me corta o corpo
E me arranca gemidos cheios de luz
Segredos perpétuos desses seus cabelos revoltos

A luz na meia noite faz então o dia
Estrelas brilhantes se apagam e cadentes suplicam
Mais um momento completo, cheio de amor

Sopra então o vento cortante, vindo do céu
E me traz você, com seu olhar de paixão
Que me olha e me vê com seus cabelos esvoaçantes

E mais um momento se cria, daqueles que não se esquece
Vida que se torna doce lembrança eterna
Amor que pulsa e invade o peito, beija a boca, entorpece.

Magia plena que me encanta... Me seduz...

Renato Baptista
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Intensidade - Beatriz Prestes



Intensidade

Quando você
Percorre o meu corpo
Atiro-me...

Em tua caminhada
Sinto e deliro

Com teus beijos
Intensos e ardentes

Da tua boca
Macia e tão quente

Aqueles beijos
Seguidos em milímetros

Que mapeiam meu corpo
Desvendando e iluminando

Todos os recantos de mim
Redescubra e invada

Torne-me infinita
Faça-me como sempre e sempre

Pelos caminhos de tua estrada
Tão mulher e tão amada

Porque você é único
Brilho e encantamento

A ti permito meus sonhos
De vida e deslumbramento

Sendo assim, te peço então
Fique comigo
Não solte mais a minha mão


Beatriz Prestes
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Soy - Veronica de Nazareth - Noic@



S O Y ...

Casi clareaba el dia
y el dolor me tomaba
nueva fuerza venia
llegaste en palabra
encantando mi ser

Hoy

Soy luna despierta
color de floresta
para te amar
Soy arena del desierto
tan lejos y cerca
agua del mar

Soy estrella cadiente
a cumplir tu deseo
de un amor de verdad

Soy tu sueño perfecto
en realidad

Soy el calor de tu cuerpo
vibrando pasión
delirio suelto
tan sólo emoción

Soy la llave de la vida
pasaporte del tiempo
cadena rompida
vuelo del viento
paloma en espera
por tu amor y canción

Soy parte de tu alma
gusto victoria-quimera
todo por vivir
y tú eres el sol
que despierta
mi vida y mi ser...


Veronica de Nazareth-Noic@

**Para vos...para vos...y para vos, desde hace tiempo y para siempre**
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