26 janeiro 2008

In Extremis - Alberto Afonso Landa Camargo



IN EXTREMIS

Quando eu morrer
Quero o sol esmaecido
Da tarde de um outono qualquer
A dar contornos no tapete de folhas
Que cobre o chão...
Enquanto outras caem
Valsando no ar
Para misturar-se ao cheiro
Da terra deste entardecer sereno
Que se derrama nos rostos
Molhados pelas lágrimas...
Ah!... O espírito... Este?...
Ele irá desprender-se mansamente
E caminhará acenando
Ao ritmo das folhas
Enquanto estalam gravetos
Sob os passos de quem é vento,
Brisa suave que se vai
Para nunca mais voltar...

Alberto Afonso Landa Camargo
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