04 fevereiro 2008

Noite Vermelha


Noite Vermelha

O céu se esconde
Olhos se viram e reviram e procuram
Nuvens carregadas voam depressa
Com pressa de chegar não sei onde
Estrelas se alternam em suas posições
Brincam de esconder e saltam e brilham
E a vida passa loucamente
Loucamente
Noite após noite
E a lua acanhada não responde
Não se pronuncia
Não se envolve mais nos pensamentos
Não corresponde
E aparece e se esconde
Dos olhos que viram
E reviram
E procuram
Algo mais que lágrimas que escorrem sem pena
E mancham o rosto
De vermelho
Como sangue chorado embrutecendo a feição
O dia não se faz
A manhã morreu e foi para o céu
Brincar com os anjos
Que riem e riem e batem suas asas
Fazendo pouco do chôro chorado
Inundado de lágrimas rubras
Que incendeiam e queimam e marcam
Mais uma noite vermelha.


Renato Baptista

Direitos Reservados

Nenhum comentário: