01 março 2008

Perpetuando Uma Paixão



Perpetuando Uma Paixão

E a caneta vai ao papel...
E timidamente escreve
Os versos que saem correndo
De dentro do poeta...
Escrever um poema
É como perpetuar
A extensão
Das nossas paixões
Uma dádiva de Deus
Que vem de dentro
Da alma
Escrever nos torna
De alguma maneira
Semi-deuses
Para nossos próprios olhos
Para nós mesmos
Como alguém que fez algo
Que ninguém tenha feito antes
O poema é único, particular
Um verdadeiro filho
E passa a ter vida própria
Cheiro, movimento, calor
É intenso
Produz sons, sensações...
E depois de pronto
Ele fica como que numa vitrine
Exposto...
Pessoas com seus narizes
Colados ao vidro
O admiram, o entendem
Cada um do seu jeito
... Não importa qual seja
E elas o amam, o odeiam
Choram e riem
Uns entram dentro dele
Como se ele fosse seu
E no fundo, até é...
Elas o compram, o devoram
O decoram
Levam-no embora
Dentro de si para sempre
Mas ele permanece intacto
Como um amor que espera
O seu amor eternamente
Ultrapassando os limites
Da nossa vida material
Quando eu escrevo algo
Qualquer coisa que não seja
Um poema
Sempre procuro colocar ali
Algo parecido com um verso
Para que as pessoas saibam
Que continuo o meu caminho
Falando do meu amor
Com a arte
Que Deus me deu de presente
Com a vontade que tenho
De mostrar meu coração
E minha alma por dentro
E tornando-o um reflexo
Dos meus sentimentos
Das minhas verdades
E da minha ficção
Assim perpetuo a extensão
Da minha paixão
Como todo poeta faz.

Um caminho entre o coração e as mãos
Envolve os sentimentos que voam.


Renato Baptista

Direitos Reservados

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