22 junho 2008

Tatuagem



Tatuagem

Tatuei o seu rosto
No meu braço
O seu nome
Do lado esquerdo
Do meu peito
Tatuei o seu corpo
Nas minhas costas
... Você inteirinha
Roubei sua alma
E capturei
O seu brilho
Sou você
Sem que você saiba
Vivo você
Nossos corações
Estão unidos
E batem uníssonos
No mesmo compasso
E o som das suas batidas
Tatuam no ar A palavra... Paixão!


Renato Baptista

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Balanço de Parque



Balanço de Parque

Incendeia-se por partes
O coração machucado
Destemperado
Agoniado
Descompasso se faz
No tempo presente
Um vermelho se sente
Anunciando o amor ausente

Brincadeira de roda
Que destrói a gente
Essa coisa terrível
Que vai e vem
Como balanço de parque
Alucinada sensação
Fibrilação constante
Anestesia geral...



Renato Baptista


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Realizando Sonhos - Beatriz Prestes



REALIZANDO SONHOS


Teu amor em mim
Arde e alivia
Fico no efeito
Da paixão... Da euforia!

Imantada ao teu corpo quente
Que é minha moradia
Meu leito, meu alento
Felicidade em movimento!

E você mais uma vez
Fazendo meu mundo vibrar
Dando-me a chance feliz
De poder realizar!

E realizo...
Minhas coisas de sonhar
Coisas que antes de você
Não pude, não quis concretizar

Ter o teu toque é magia
Teu olhar é sedução
Nesse amor encontro o motivo
Respostas simples da paixão!

Beatriz Prestes
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Cais da Saudade



Cais da Saudade

Navegando pelo rio
Sem avisos
Rio do meu caminho
Correnteza abaixo
Só conduzo
O leme arredio
Nessa contramão
Da história
Água turbulenta à frente
Levanta a proa
Impulsiona a mente
O barco voa
Mesmo sem asas
Desafia o vento contrário
E emboca numa onda macia
Que acerta o rumo
A bombordo
Mesmo que em águas rasas
E corrige a rota
Rumo ao cais que me espera
Estou de alma lavada
Água por todo lado
Rajadas daquele vento
Cortando o meu rosto
Ao relento
Mas flutuo firme
Fazendo a minha vida
Revelando o meu futuro
E escrevendo a minha história
O que sempre foi meu intento
Que o meu amor
Me espere
Naquele cais da saudade
Eu chegarei lá
Respingado, encharcado
Mareado
Mas chegarei...
Mais cedo ou mais tarde.


Renato Baptista

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Desculpa



Desculpa

Corro
Até o centro
Do universo
Ponho um beijo
Na minha mão

Colo nele
O teu endereço
E assopro forte
Com todas as minhas
Forças

E que ele voe até
Você
Certeiro e molhado
E que ele te sirva
De afago

E que ele te leve
Junto
O meu coração
E o meu pedido de
Perdão

Pela falta
Que eu te faço
Nessa vida
Nesse tempo
E nesse espaço.

Corro
Até o centro
Do universo
Ponho um beijo
Na minha mão

Colo nele
O teu endereço
E assopro forte
Com todas as minhas
Forças

E que ele voe até
Você
Certeiro e molhado
E que ele te sirva
De afago

E que ele te leve
Junto
O meu coração
E o meu pedido de
Perdão

Pela falta
Que eu te faço
Nessa vida
Nesse tempo
E nesse espaço.


Renato Baptista

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Desespero



Desespero

Voar no limite
E amar sem fronteiras
Com o mundo
De palco solene
Pensamentos e gestos
Emoção e sentimentos

E chorar de amor

Sair pela porta
Guiado por Deus
Atrás do desejo
Vibração invasora
Qua chora saudade
Por lágrimas frias

E escrever sobre o amor

Escrever com a tinta antiga
Sobre o amor antigo
Que se limita
Que se esconde
No vértice do destino
Sorrateiro

E nas ruas a nossa sombra

Que caminham lado a lado
De mãos dadas apertadas
Entregando respostas
Que não se pensam
E que são cantadas
Em versos de poesia eterna

E nosso amor se desnuda

Se desnuda nos poemas-paixão
Que demonstram a força
Do amor-pássaro que voa
Voa no limite
Escorregando em lágrimas
Que brotam nos olhos

E molham a face das ausências desesperadas
Que choram e choram... De tanto amor


Renato Baptista

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20 junho 2008

Poema Chorado



Poema Chorado

Fica nos lábios esquecidos e trêmulos
A sensação do primeiro beijo
E de tantos que nem sei
Resta o sabor do desejo
Que não morre enquanto eterno
... Que é
Fica na pele o calor do querer
Dos toques de amor que arrepiam
A alma fria e solitária
Resta o perfume que envolve
Que resistirá no ar
Sempre e sempre
Porque nenhum outro corpo
O merece exalar
Fica uma cama vazia
Lençóis revirados, embolados
Tolhas molhadas, esquecidas
E uma bandeja de café, vazia
Restam lembranças sinceras
Porque o único amor nunca se esquece
Ficam momentos no coração
De uma vida que se foi
Com morte anunciada
Trocam-se, sem sentido, as tristezas
Solidão aparente torna-se solidão ferida
E nem houve último beijo
Nem nunca haverá
Não existiu último abraço com os corpos nus
Porque eles não se pertencem mais
Mas um dia haverá um olhar
Que cantará os versos deste poema chorado
Inspirado no sofrimento do nunca mais
E os olhos machucados, lacrimejantes
Com a visão turva e embaçada
Talvez entenderão tardiamente
Que para um grande amor
É impossível dizer adeus.

Morre-se na vida
A cada dia um pouco
Ou de uma vez
Se assim o permitirmos
Mas tua alma doce e triste
Prerrogativa de quem teve um grande amor
É minha eterna prisioneira.


Renato Baptista

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Convergente



Convergente

Amanhã que imaginei
Sonho tolo sonhado
Tantos ventos que nem sei
Fizeram dos dias meu passado

Durante meu caminho, parei
Por de tanta vida ter-me contagiado
Mas só posso dizer que cansei
De tanto e tanto ter imaginado
Meu tempo é sentir...


Renato Baptista

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Duas Luas Nuas






Duas Luas Nuas

Olho para a noite
E vejo duas luas
Que se abraçam
Entrelaçam-se nuas
E contam segredos
Uns que eu um dia contei
Através de sonhos
Meus sonhos de vida
Que como raio, partiram
E as luas nem choram
Nem se emocionam
Com o inverno d’alma
Riem contagiantes
Anunciando verdades
Cantando a partida
Sentida e ferida

E o abraço se aperta
Dessas luas da noite
Que como castigo
Não vêem o dia
Assim como eu...

Renato Baptista


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