19 julho 2008

Anoiteceu



Anoiteceu

Anoiteceu
Apagou a luz
Do meu coração
Palavras cruas
Arruaceiras, duras e nuas
Invadiram o firmamento
Esconderam o sol
Que fugiu depressa
De medo, de pavor
De mais um holocausto
Explosão de novas
Na imensidão de distância

Anoiteceu
Apagou a luz
De minh’alma
Sublime esperança
De um amanhã iluminado
Vem em sonho
Naquele sono inconstante
Que almeja, que grita
Por um novo raio de sol
Que venha com seu olhar
Com sua oração sublime
E que me acorde devagar.


Renato Baptista

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2 comentários:

Maísa *Pupila disse...

Renato,
agradeço sua visita ao meu espaço.
Aproveitando para ler e refletir teus versos...
sempre inteligentes, intensos e
que mexem com os sentidos.
belos!
Parabéns amigo poeta!

Juliana Menezes de Albuquerque disse...

Uma bela surpresa achar este blog na internet. Adorei as poesias e voltarei sempre.
Beijinhos de coração dessa leitora que a partir de hoje será fiel.
Juliana Menezes de Albuquerque.
ju.menezes@terra.com.br