03 agosto 2008

Cambaleando



Cambaleando

Céu aquele que me segue
Me persegue o coração
Me entorta a cabeça
Negro céu azul
Com suas nuvens rajadas
Que despejam sem pena
Chuva que ora chora
Vermelha
E no ar que o vento conduz
Gotículas trêmulas
Permanecem cambaleantes
Querendo escorrer
E marcar de vez
O rosto que espera
Com uma triste sombra triste
Estampada como cicatriz

Momentos de amor sublimados
Aspiro agora desse ar que me alimenta
E a metade esvaída nas cores
Que colorem as horas que passam
Espreita meus passos tortos
Enquanto sangue transparente
Corre pelas artérias secas
Que insistem e insistem em viver
Sobreviver...


Renato Baptista

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