03 agosto 2008

Raio Brilhante



Raio Brilhante

Caçadores ao largo
Que não vêem a luz
Espreitam e cercam
Adulam e seduzem

Desta arte sedenta
Não mais me defendo
Porque meu anjo voa
Livre como o vento

Olhos fechados conduzem
Triste e derradeira tormenta
Sórdidos pensamentos entorpecem
Ciúme acelerado mata lentamente

Não há mais sorrisos diletos
Nem mesmo os olhares quentes
Um nada o coração habita
Floresta essa, agora sombria

Como um raio brilhante
Risca o céu a morte certa
Coração e mente enrijecem
Enquanto o amor trocou de mãos

Entre a poesia e a ficção fica uma lágrima triste
... Que escorre.


Renato Baptista

Direitos Reservados

Um comentário:

Luiza De Marillac disse...

Querido amigo Renato: Esses versos são marcantes, pois, me identifico muito com eles. Sua sensibilidade está à flor da pele. Meu carinho e um beijo, fique com Deus. Luiza De Marillac