02 agosto 2008

Sabor de Nada



Sabor de Nada


Cataratas
De lágrimas
Salgadas
Contraídas
Que esculpem
O rosto sombrio
E escorrem
Deixando
Sabor de nada
Na boca
Aberta
Que espera
Seu gosto
Sempre
E sempre
E conta um segredo
Que eu não queria
Saber
Que eu queria
Que morresse
Junto com a paixão
Alucinada e errante
Que um dia fez a noite
Que virou dia
E trouxe
Para a boca do nada
Um sorriso infernal

De novo.

E dia após dia
O silêncio da espera
Grita alto
Como um louco
Sem esperança

Contradição absurda
Espreita meu peito
Alucina minha alma
Esconde meu destino.


Renato Baptista


Copyright©Renato - DAAS-Julho/2008


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