09 agosto 2008

Tempestade



Tempestade

Lágrima pálida, cálida
Que finalmente se desprende
Escorre sem direção
Sem sentido
Pela perda dos sentidos
Após tenebrosa tempestade

Impossível querer angustía
Como céu plúmbeo carregado
E a tormenta arisca arrisca e risca
O véu negro estendido na face
Com direções opostas anunciadas
Desalinhando feridas e cicatrizes

Sabe-se por Deus o destino final
Onde entrelaçados caminhos se cruzarão
E corações febris partidos percorrem
Trilhas perdidas sem rumo definido
Chorando lágrimas corrompidas
Como se cada amanhã fosse o bastante.

Choro pálido partiu, sem volta, sem compromisso,
sem mais nenhuma gota do seu perfume, sem sentido algum.
Tempestade eterna se estabelece, vira o céu um inferno, como se esse existisse, carregando no coração
o maior querer dos quereres mortalmente ferido.

E eu pergunto ao espelho onde estão os anjos do amor e onde estão as nuvens brancas sob o céu azul. Onde estão?


Renato Baptista

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