28 setembro 2008

Enfim...



Enfim...

O sol se apagou
Congelando o horizonte
E o mundo foi inundado pela noite
Escuro pensamento perseverou
E o frio congelou as sensações
Que atravessaram os sentimentos
Ultrapassando os limites do tempo
E dilacerou o coração vermelho
As estrelas caíram do céu
E sem sentido vagueiam agora
Deixando eternas suas marcas profundas
Não há mais brilho, nem horizonte
Nem há o que deve ser
Porque as luzes todas se apagaram
Provando que o sempre, acaba
Que o eterno morre antes que termine
Que o nada é tudo, enfim...


Renato Baptista

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23 setembro 2008

Introspecção



Introspecção

Quem é esse homem
Que pensa com minha cabeça
Sente com a minha alma
E age com o meu coração?

Quem é esse homem
Que veste as minhas camisas
Anda com o meu cansaço
E corre pelos meus caminhos?

Quem é esse homem
Que não sabe, não crê
Que saboreia o vento
Como se ele nada fosse?

Quem é esse homem
Que sem saber de mim
Dorme com a minha realidade
E acorda com os meus sonhos?

Quem é esse homem
Que me roubou aos poucos
Toda a essência do amor
Deixou-me louco e sem rumo?

Quem é esse homem
Que olha no seu espelho e me vê
Que se alimenta da minha paixão
E que não chora as tristezas?

Talvez, esse homem seja eu...


Renato Baptista

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15 setembro 2008

13 setembro 2008

Permanência


Loucura Capital

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Flashes



Flashes

Por um breve instante, como nenhum outro
Como um flash de luz fria contagiante
Vê-se o mundo do homem se dejasustar
E nem mesmo se sabe de onde
Se é do lugar onde o sol se esconde
Ou se é do espaço onde os pássaros não vão
Vem como avalanche terrível
Milhares de lágrimas cristalizadas
Soterrando esperanças tardias

O infinito se pronuncia firme
Deixa que sons gemidos e tristes ecoem
E os corações, ora em êxtase, se atropelam
Razão e emoção se misturam em convulsão
E homogêneas ditam o passar dos dias
Que se estreitam na mais forte agonia
E o climax do poente doente
Anuncia solene a noite do homem
Que por um breve instante, frio, sentiu-se vazio.

Ontem, hoje e amanhã são apenas flashes da vida
Que iluminam o grande amor que nasceu eterno.


Renato Baptista

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Divagando


Divagando

Não há palavras que digam
Não há orações que confortem
Não há luz que bendiga
Nem existem braços que acolham

Fogem da temperança clara
Tantas investidas eloqüentes
Devaneios povoam os sonhos
Espreitam meus versos os seus olhos

Caem na realidade os erros
Que vivem sem sentido no peito
Desabrocham feridas plenas
Expondo na terra o amor exausto

Nada mais consola tanto
Parte-se o coração extenuado
Lágrimas cálidas invadem o rosto
Deixando sulcos de paixão expostos.

Fez-se um tempo diferente onde a chuva não cai,
não molha, não lava, não leva o que restou do poema...

Renato Baptista

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04 setembro 2008

Beijo Doce



Beijo Doce

Na busca do encontro
Abraço o desencontro
Foge magia plena
Sem dar trégua
E emoção transborda
Encharcando o corpo
Levando a alma embora
Destemperando a energia
Que o meu peito carrega
E nas sombras da noite
Serena madrugada fria
Converso com a sua ausência
Palavras trêmulas agonizam
Embebidas de lágrimas
Já não tão transparentes
Que rolam e rolam e rolam
Pelo rosto desfigurado
Pela saudade marcante
Desconsertante sensação
Já tão esmiuçada, pensada
Tanto gritada a plenos pulmões
Que nem mais respiram
Pela falta do seu perfume
Ah! Vida que se esvai
Vida que foi pelos caminhos afora
Mas deixou seu amor
Correndo pelas veias
Como sangue moreno
...A cor do meu amor.

Falta ainda um beijo doce
Testemunha da paixão
Carinho d’alma.


Renato Baptista

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Afogado



Afogado

Sobre as ondas do mar
Navego em pensamentos
Maré que me leva sem rumo
E sem leme resisto
Boca ressecada e salgada
Com sede de amor me atormenta
Racha e sangra, ferida aberta
Sol que queima o coração
Frio da noite gela a alma
E sem sentido é levada
Já com o braços cansados
Abro os olhos que sangram
E que nem vêem terra firme
Os pensamentos afundam como pedra
E não respiram mais como antes
Imensidão azul/negra me invade
E os segredos se perdem
No silêncio mais do que angustiante
Das profundezas da vida entregue.


Renato Baptista

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Cheio de Medo



Cheio de Medo

Foi sem querer
Que te fiz me esquecer
E minha vida se fez vazia
Coração magoado
Paixão sentida solitária
Sofrer e querer se misturam
Sem saída, sem jeito
Cheios de medo
Repletos de agonia constante
Ah, amor
Que hoje chamo de ausência
Como um morrer sem querer
Adoração distante
Que sofre em outro lugar
Nem sei onde mais
Sem ouvir, sem saber
O que tenho guardado para dar
Sem noção do que tenho para falar
Sem poder ler nos meus olhos tristes
A história que meu coração guarda.

Mas tenho comigo e sei
Foi sem querer...


Renato Baptista

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