04 setembro 2008

Afogado



Afogado

Sobre as ondas do mar
Navego em pensamentos
Maré que me leva sem rumo
E sem leme resisto
Boca ressecada e salgada
Com sede de amor me atormenta
Racha e sangra, ferida aberta
Sol que queima o coração
Frio da noite gela a alma
E sem sentido é levada
Já com o braços cansados
Abro os olhos que sangram
E que nem vêem terra firme
Os pensamentos afundam como pedra
E não respiram mais como antes
Imensidão azul/negra me invade
E os segredos se perdem
No silêncio mais do que angustiante
Das profundezas da vida entregue.


Renato Baptista

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