13 setembro 2008

Divagando


Divagando

Não há palavras que digam
Não há orações que confortem
Não há luz que bendiga
Nem existem braços que acolham

Fogem da temperança clara
Tantas investidas eloqüentes
Devaneios povoam os sonhos
Espreitam meus versos os seus olhos

Caem na realidade os erros
Que vivem sem sentido no peito
Desabrocham feridas plenas
Expondo na terra o amor exausto

Nada mais consola tanto
Parte-se o coração extenuado
Lágrimas cálidas invadem o rosto
Deixando sulcos de paixão expostos.

Fez-se um tempo diferente onde a chuva não cai,
não molha, não lava, não leva o que restou do poema...

Renato Baptista

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