25 outubro 2008

18 outubro 2008

Pérolas Lágrimas - Súplica


Pérolas Lágrimas - Súplica

Vem de encontro
À minha prece
Que pede desesperada
Por ti

Escute meu choro
Abrace minha alma
Beije meus lábios
Faça-me teu, só teu
Assim como pede
O teu desejo

E nesses caminhos
Traçados pela vida
Em que as nuvens da saudade
Pairam baixas sem temor
Tropeço com meus passos soltos
Nas entrelinhas que contam
Da insegurança incontida
No espelho brilhante do horizonte

E eu rezo
Oro por ti
Para ti

Peço a Deus
Pela tua alegria
Rezo por mim

E meus altos e baixos
Ciúme intrínseco
Que vagueia sem destino
Entre os meus pensamentos
Descortinam meu jeito insano
De tanto precisar te amar

E eu amo, sofro
Sofro e amo
Amo amar
E odeio sofrer

E te atormento
Sem intenção
Entorto teu sorriso
Te arranco lágrimas
Que cultuo sem prazer

Pérolas lágrimas
Pérolas brancas
Pérolas negras
Pérolas pérolas
Pérolas que escorrem
Molhando a tua face
Afogando teus lábios
Que não querem
Me dizer adeus
Porque são pérolas

Vem menina
De encontro
À minha prece
Escute menina
Meu grito oco
Que te implora
Implora
Implora
E... Implora

Entenda então
O meu jeito
Não faça desfeita
E nem converse baixinho
Pule, grite, bata... Palmas
E então pule, grite...

Seque meu pranto
Junte-se a mim
E me conte desse teu amor
Abra-te em flor
Orquídea selvagem
Minha miragem
E exale teu perfume
Enlouquecedor
Meu cheiro de amor

Beije meu beijo então
Menina...
Menina encanto
Anjo do céu
Menina
Minha menina
Meu doce presente
Menina
Minha menina
Meu amor.

Renato Baptista
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Jaz a Esperança - Quadras que Falam Sózinhas


Jaz a Esperança
Quadras que Falam Sózinhas

Desorientado como um caso sério
Em meio à multidão que grita
E sons enlouquecidos atordoam
E se fazem ouvir ao longe

Voam os pensamentos caóticos
Que traduzem o vazio da alma
Impulsionam a esmo a elegância
E desmontam o sentido prático

Cai o sol e cai a lua nua e crua
Na imensidão solene do sofrimento
E a ausência se desespera como nunca
Atropelando os amanhãs que morreram

Vem de leve a febre terçã que fica
Envolve e esquenta os olhos cegos
Em cada tarde sem sentido e sem calor
Em cada minuto da vida que sobrou

Jaz esperança que se torna um fio
Balançando o coração que ainda bate
Jaz e anuncia o prelúdio que não vem
Que se faz morte em vida versada

Escorrrem lágrimas que nem sei mais
Salgando o precipício da solidão
Desiludidos músculos se contorcem
E doem e doem e doem... Doem.

Renato Baptista
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Indagações


Indagações

Veio a luz do céu composto
Exposta tal qual pensamento
Que fere o sentimento
E apavora, mesmo sem querer

Em momento claro e iluminado
O vento conduz as sensações
Transmite o vazio das estações
E faz da vida eterno poente

Mentor atravessa pântanos
Desafiando a esperança
Calculando caminhos
E mostrando os passos

Devaneio borbulha incólume
Gira o mundo, de cada um
Insensato dizer se aproxima
E assassina sem dó a existência

Bradado o grito de dor
Que acelera o coração
Acelera lágrimas
E a paixão naufraga

Luz essa que fere, não sei
Extingue seu próprio alvorecer
De onde vem essa força, meu Deus?
Indagações florescem, e mais...

Renato Baptista
Todos os Direitos Reservados

Loucura Capital


Loucura Capital

Como um louco permaneço
Alma seqüestrada
Levada, carregada
Terrorismo absurdo
Que como bala jaquetada
Atravessa o coração
E arranca o sangue
Sangue grosso esguicha
Vermelho escuro
Que de tão vermelho nem escorre

Como um louco permaneço
Alma aglutinada
Hemácias corrompidas
Em vôo cego constante
Sem volta, sem trégua
Sem água, sem sede
Sem açúcar, sem doce
Sem cor, sem desejo
Sem vontade, sem nada
Sem beijos, sem mais nada

Apenas loucura capital
Sem mais nada
Sem nada
Nada.

Renato Baptista

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11 outubro 2008

Acordes



Acordes

E então vem do céu
Trazido pelo vento
Esse tanto de amor
Que me impulsiona
E vem e se derrama
Espalha-se sobre mim
Como calda doce e quente
Fazendo de cada instante
Cada momento de vida
Um pouco de alforria
Não me cabe mais
Tanta e tanta espera
Daquelas que ardem
Fazem doer o coração
E os acordes da canção
Count on me
Reverberam na noite
E sobrevivem ao dia
Fazem do teu perfume
Que persegue meus instantes
Um brilho que comigo dança
Encanta-me e faz sonhar
Mistura lua e sol
Céu e mar
Gelo e fogo
Fazendo magia
Com meu sangue que ferve
E derrete minhas artérias
Que voltaram a viver
Após o choque sutil
Que desfez minha espera
Que faz tempo, faz tempo
Escondeu o meu luar.

Renato Baptista

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Amor em Movimento



Amor em Movimento

Amor singular
Único
Paixão cor
Nuances
Pinturas
Em
Movimento
Braços
Com tentáculos
Coloridos
Exaltados
Transpondo o infinito
Beijo doce
Com uma boca doce
Sentimento capturado
Por osmose
Hálito trocado
Pela língua pervasiva
Delicadamente anunciada
Pelo caminho premeditado
Anunciando, quem sabe
O embrião do amor plural
E único
Em total movimento.


Renato Baptista

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Alguns Detalhes



Alguns Detalhes

Perco-me às vezes
Nas entrelinhas escuras
Ah, como posso ser distraído assim?
Parece-me que estão escritas no ar
Duas vidas...
Uma ao teu lado, outra, sentindo a tua falta
E assim, com meus olhos cegos
Incorro no meu erro
Peço-te então que me permita errar
Deixe que em certos momentos
Eu te faça chorar
Mas nunca deixe que meus erros
Te façam errar
Entenda meus sentimentos
Meus grandes enganos
Sem nunca se deixar enganar
Se porventura eu te faço mal
É porque te amo mais do que o amor
Se te endoideço a ponto de explosão
É porque te adoro
Se me engano e atropelo tudo
É porque estou louco de paixão por ti
São esses apenas alguns detalhes
Nossos pequenos detalhes em segredo.


Renato Baptista

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