18 outubro 2008

Jaz a Esperança - Quadras que Falam Sózinhas


Jaz a Esperança
Quadras que Falam Sózinhas

Desorientado como um caso sério
Em meio à multidão que grita
E sons enlouquecidos atordoam
E se fazem ouvir ao longe

Voam os pensamentos caóticos
Que traduzem o vazio da alma
Impulsionam a esmo a elegância
E desmontam o sentido prático

Cai o sol e cai a lua nua e crua
Na imensidão solene do sofrimento
E a ausência se desespera como nunca
Atropelando os amanhãs que morreram

Vem de leve a febre terçã que fica
Envolve e esquenta os olhos cegos
Em cada tarde sem sentido e sem calor
Em cada minuto da vida que sobrou

Jaz esperança que se torna um fio
Balançando o coração que ainda bate
Jaz e anuncia o prelúdio que não vem
Que se faz morte em vida versada

Escorrrem lágrimas que nem sei mais
Salgando o precipício da solidão
Desiludidos músculos se contorcem
E doem e doem e doem... Doem.

Renato Baptista
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