02 novembro 2008

Fel Adocicado



Fel Adocicado

Vens do nada, calado
Com espada audaz em punho
Arranca-me o estame
Destrói a raiz

Bruto sem rosto
Não tens trégua
Arranco-te o coração
E o engulo com gosto

Sem perdão ao ladravaz
Incontido e atrevido
E agora morto e branco
Sem sentidos eternamente

Carga profunda de lança afiada
Roubou-lhe primeiro a petulância
Perfurou o peito certeira
Terminou com o sorriso desavisado.

Meu amor dança a música perfeita
Com seu vestido branco esvoaçante
Deixa beijos no ar, estalados
Voa o ciúme para o inferno!


Renato Baptista

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