26 dezembro 2008

Loucura Capital



Loucura Capital

Como um louco permaneço
Alma seqüestrada
Levada, carregada
Terrorismo absurdo
Que como bala jaquetada
Atravessa o coração
E arranca o sangue
Sangue grosso esguicha
Vermelho escuro
Que de tão vermelho nem escorre

Como um louco permaneço
Alma aglutinada
Hemácias corrompidas
Em vôo cego constante
Sem volta, sem trégua
Sem água, sem sede
Sem açúcar, sem doce
Sem cor, sem desejo
Sem vontade, sem nada
Sem beijos, sem mais nada

Apenas loucura capital
Sem mais nada
Sem nada
Nada.


Renato Baptista

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Um comentário:

Retalhos de Amor disse...

Um nada repleto de sentidos, meu Amigo!!! Hoje vou matar saudades, viu!!! Há muito pra ler e sentir!!!
E tudo demais de lindo!!!
Beijo no teu coração!!! Iza