05 dezembro 2008

Traduzindo

Traduzindo

Como um céu sem estrelas
Vaga imensidão sem cor
Sem música, sem sombras
Chocolate amargo seduz
O resquício do ar que se respira
Como hecatombe sem nexo
Que transfere os impulsos
Desmancha o coração
Que jaz em pedaços miúdos
Espalhados agora na imensidão
Nada consola mais
Nada é tudo na verdade
E tudo é mentira da alma
Brilhos feridos viajaram
Na bagagem o que restou
Na memória o que se esqueceu
E lá vai o barco sem destino
Suportando as ondas do amanhã
Que deixam respingos nas almas
Como lembranças eternas
Do que um dia foi vida vivida.

Renato Baptista
Direitos Reservados

2 comentários:

Iza disse...

Meio tristes, mas expressando uma totalidade de sentimentos que nos calam fundo na alma, Meu Amigo!!! Poema SUBLIME, em belas metáforas, traduzindo a saudade!!! Parabéns por mais estes versos de Mestre que tanto amor ler e sentir!!! Beijão pra ti... No coração, Padrinho!!! Iza

Tatiane disse...

Poeta,
Que lindo espaço você construiu aqui. Uma delicia de escritos que contém verdades pelos cantinhos. Coisas para se descobrir com o tempo.
Vim aqui por indicação de um amigo e me agradou demais o que vi. Voltarei sempre e quem sabe não descubro essas tristezas que vão por estes versos.
Beijinhos da Tatiane