26 dezembro 2009

Dedico este Premio a Todos Vocês, Amigos...


Meus amigos...

Tive a honra de ser agraciado com esta menção, acima exposta, neste final de ano.
Elizabeth Misciasci, Jornalista, Pesquisadora, Escritora, Presidente do Projeto Zap e Embaixadora Universal da Paz no âmbito do Círculo Universal dos Embaixadores da Paz - Cercle Universel Des Ambassadeurs De La Paix - Suisse/France foi quem me concedeu este mérito, em nome do Projeto ZAP, pelo trabalho que tento fazer em nome da literatura virtual e pelo que venho fazendo na manutenção dos meus Blogs e sites:

- http://academiadapoesia.blogspot.com
- http//escrevendocomarte.blogspot.com
- http://estejamosempaz.blogspot.com
- http://nossacasadapoesia.blogspot.com
- www.poesiasescritos.com

A Casa da Poesia – www.casadapoesia.ning.com – foi um sonho que tive há algum tempo e finalmente, no início deste ano, consegui concretizá-lo.
Começamos aos poucos, com algo em torno de 14 membros e com alguns problemas iniciais, que confesso, quase me fizeram desistir de tudo, inclusive dos blogs.
Mas Deus me estendeu sua mão mais uma vez e me deu forças para superar tudo e prosseguir, porque a alma disso tudo é o bem e a alegria de aprender e não outros objetivos incoerentes.
Aos poucos fomos mostrando nosso trabalho. Um trabalho sério, de pesquisa de poetas e escritores que têm humildade, talento e vontade de aprender, que sabem se posicionar e almejam o BEM e a PAZ, e aos poucos fomos trazendo-os para a nossa Casa, até que estamos como estamos hoje, crescendo em quantidade e qualidade a cada dia.
Em 8 meses, aproximadamente, chegamos a 126 membros efetivos que trocam experiências todos os dias, publicam, levantam questões e se relacionam em um clima de harmonia e alegria.

Dedico este certificado a cada um dos integrantes da nossa Casa da Poesia, porque ela não existiria se não fossem êles, Poetas maravilhosos, amigos e dedicados.

Dedico este premio também aos leitores dos meus Blogs e Site, que lá deixam suas críticas, seus recados e seus comentários diariamente. É isso que me impulsiona e me dá forças para prosseguir aprendendo e divulgando os meus escritos.

O meu muito obrigado ao Projeto ZAP e a todos vocês, amigos do meu coração, porque sem vocês, nada disso seria possível.

Renato Baptista

15 dezembro 2009

Divagando... Por uma Paixão



Divagando... Por uma Paixão

Tua boca que me engana
Aqui, ali, em todo lugar
Tua mão que tanto me sente
Que passeia em mim sem parar
E me faz carinho sutil
Sem tempo, sem pensar
Tua língua que me acha
Assim, com vontade, devagar
Teu corpo que me beija
Até eu me encontrar
Tua dança que me veste
Que me faz suar
Teu olhar que me envolve
Que me faz não parar
Teu toque que não me estranha
Que me põe a voar
Meu desejo maior, amor
Aqui é apenas o teu lugar.

Renato Baptista


09 dezembro 2009

Por Paixão...



Por Paixão...

Balançam folhas orvalhadas
Embaladas pelo carinho
Do vento que veio de longe...
Dançam presas pelo caule
A música da paixão que arrepia
Girando e girando sem limites
Ouvindo e contando histórias
Enquanto deixam escorrer
As gotas transparentes que brilham.

São lágrimas... de alegria.

Renato Baptista

08 dezembro 2009

Louca - Com pintura de guerra



Louca

Corre
Corre
Corre
Explode
A veia
Escorre
Escorre
Sangue
Amante
Ferida
Aberta
Satisfaz
Dor querida
Faz esquecer

Borbulha
À mingua
Líquido errante
Tudo se desfaz
Evapora
Se decompõe
Transmuta
Se perde
Se esquece
Se esvai

Vem vingança
Pintada de guerra
Corpo desnudo
Alma entregue
Sem temperança
Fazendo sangrar
Premeditada
Pensada
Levada
Pelo diabo
Loucura total
Descontrole
De mãos dadas
Com gente medíocre
Maledicência pura

Corre
Corre
Abraça
O nada
Beija
O nojo
Suspira
Acaricia
Ria e sorria
Para a praga
Jogue no lixo
A retidão
Exploda.


Como um pássaro louco que morre em pleno vôo... e cai.

Renato Baptista

02 dezembro 2009

01 dezembro 2009

Quimera

Morte Lenta



Morte Lenta


A alegria vira tristeza
A manhã se torna agonia
Na espera de tanta beleza
Vejo cedo, acabar o meu dia

Vem de longe minha tortura
Premeditado desalento
Faz-se minha vida escura
Mata-me o meu desalento

Dói demais meu coração
E a cada segundo que passa
Turva se torna minha visão

Só sei, desorientado, que não sei
Perturbado, tolo, assisto
Porque não tardará o que verei.

Renato Baptista
... Aqui a foto colorida é acinzentada, mais preta do que branca, e amarelará sozinha através dos tempos porque é assim que deve ser... Destino, talvez!

27 novembro 2009

Despedida




Esta história está além da ficção, pois aconteceu com um amigo cujo nome não vem ao caso agora. Eram idos de 2003 quando na cidade de Louveira (MT) uma alma sucumbiu por causa do amor que sentia..

Um teatro, filas imensas... Estréia da peça que moveria o mundo com seus atores consagrados. O brilho resplandecia, enlouquecia multidão e o grande show teria início.

Despedida

Abrem-se as cortinas
Começa o espetáculo
Personagens correndo
Pelo palco que já se fazia pequeno
Luzes piscando, aplausos mil
Chuva de pétalas
E o roteiro tem início
As falas gritam
E o destino se acelera
Platéia atenta
O povaréu nem pisca
Volúpia e desejo se pronunciam
Guardas abertas, solidão de alguns
Festa de outros
Desnorteios das almas
E a busca é frenética
Entre os atores que se entregam
Aqueles mesmos
Que se vêem nus nos bastidores
E agora se impõem no palco
Sem timidez, sem medos
Palco da vida que é assim

Representação


Vida soberba com situações maculadas que se sobrepõem ao amor determinado e puro, porque na vida, como no teatro, o amor de verdade morre pelo veneno.

Romeu e Julieta

Sobrevive a paixão
Dos que rolam nus pelo chão
Gemendo
Enquanto o homem
Sentado ali, bem na primeira fila
Chora sua solidão angustiante, real
Assistindo o palco se incendiar
E fazer ferver o seu amor eterno
Que se debruçava na investida alheia
E fazia-no ver de perto o seu chão tremer

Alucinadas sensações... Regozijo

E corpos se fundem em carícias aceleradas sabendo que não haverá, para eles, um amanhã.

Paradoxo

O homem triste
Tira do bolso
Um bloco e um lenço
E calado escreve
Uns versos de amor
Enquanto este, baila no palco
Se esfregando nu em outro amor... de alguém


Mão trêmula traduz com garranchos doloridos a sua agonia. A outra mão leva o lenço aos olhos cegos por lágrimas de sangue que brotam doloridas.

Tristeza

O linho branco se avermelha
E a face do homem que ama
Não suportando a tristeza
Deixa escorrer rios de lágrimas
Sobre seus versos de amor

O espetáculo vai chegando ao fim, a peça vai terminando e a multidão aplaude de pé e alucinada a tristeza do homem sombrio.

Descontrole

Os atores nus se abraçam
Nudez de sentimentos
Nudez de alma
Nudez por nudez
Nudez total
Espectro da sodomia
E no último fechar das cortinas
Todos se beijam no palco
Roçam seus sexos nus
Que se encaixam sem desejo
Bocas se lambem
Eles se apalpam e permitem
A libertinagem sem nexo.


Aos poucos todos vão saindo rumo aos camarins, onde ali, os esperam seus pares desesperados que preferiram não assistir à peça... olhos fechados e lacrados para o show da vida.
O auditório foi se esvaziando, as pessoas voltando ao mundo real, uma a uma. As luzes foram se apagando e todos saíram, menos um.

Desespero

Ali na primeira fila
Permaneceu sentado
Aquele homem que amava
Imóvel estava, com seu bloco ao colo
Caneta no chão
Olhos semi-cerrados
O poema escrito no bloco
Estava vermelho
Recoberto de sangue espesso
Só se lia o título: - “Despedida”


O poema havia morrido junto com ele. Junto com seus sonhos, junto com seu amor maior que inflamava o peito e sentia disparado o coração e junto com sua paixão louca a e avassaladora.

Morte

No seu rosto
Por trás das lágrimas vermelhas
Um doce sorriso
Ele morrera
Com sua amada em pensamento
Enquanto ela corria nua pelos camarins
Abraçando cada um dos atores da peça
Seios empinados
Mamilos eriçados
Pelos arrepiados pelo sucesso
Que a conduzia plena


Para aquele homem não haverá nunca mais um amanhã e para ela, um novo destino estava reservado.

Epílogo

O corpo do homem foi arrastado
Levado como se fosse de um indigente
E agora pagava pelo crime de tanto amar
Pois ninguém sabia quem era ele
O seu bloco foi jogado de lado
O poema morreu sozinho
E sua alma partiu
Apaixonada e triste

A peça acabou
Fecharam-se as cortinas!


Ao final daquele ano, durante a última apresentação da peça naquela turnê, o teatro incendiou-se pela volúpia e as chamas consumiram tudo até que o teto desabasse. Tudo ruiu.
Os jornais noticiaram, no dia seguinte, que todos os espectadores e todos os atores e empregados da companhia haviam falecido.
Nas operações de rescaldo, acharam uma lata prateada e surrada que estava guardada em algum lugar que deveria fazer parte dos bastidores do teatro. No interior da lata havia um bloco todo manchado de sangue.
Na primeira página lia-se a palavra, “Despedida” e na última uma oração que nunca ninguém havia lido... “Eu te amo, nesta e em todas as vidas que virão”.
Foi isso a única coisa que permaneceu intacta e viva naquele lugar, e que deve estar hoje, e estará eternamente, guardada em algum lugar do passado.

Renato Baptista
Em homenagem aos amores verdadeiros.

25 novembro 2009

Estranha magia

Estranha magia

Não ouso querer decifrar
O que vai naquele sorriso
Sorriso que vem e vai
Que esconde segredos
Que maltrata e arrepia
Que transtorna e irrita
Mas é tão lindo...
Naturalmente lindo e mortal.

Só Deus é quem sabe o que esconde o sorriso de uma mulher.

Renato Baptista

16 novembro 2009

Através do Tempo


Através do Tempo

Viajei no espaço
Velocidade espantosa
Encontrei uma dobra do tempo
E mergulhei nela profundo
Reverti o relógio
E entrei noutra dimensão
Encontrei-me no passado
Noutra vida
Um outro mundo
Andei pelos caminhos
Desbravei trilhas
Turbilhão de lembranças
E eu conhecia o meu destino
Como se nunca o tivesse esquecido
Corri, tropecei, arrisquei
E achei você
Você que morava ali comigo
Naquela casa bonita
De janelas azuis
Flores à porta
Demarcando a entrada
E através de uma das janelas
Eu pude ver
Eu e você
Abraçados, faces coladas
Dançávamos a música perfeita
Felizes... Inocentemente alegres
Nossos olhos fechados
Sorrisos estampados nos rostos
Eu e você
Numa comunhão que eu sabia
Atravessou existências
Naquele momento
Sem poder entrar
Percebi que eu quase
Me percebi ali
Voei para longe
Saí rápido e rasteiro
Do alcance
Dos meus próprios olhos
Fui de encontro ao nosso futuro
Com a confirmação
Do que eu já sabia
Com a alegria da prova
De que nosso amor é eterno
Viajei de novo pelo espaço
Desafiando o tempo
Sem fixar na memória
Os detalhes do caminho da volta
Cheguei ao nosso tempo...
E encontrei você
Que me esperava para o jantar
Beijei seu sorriso maroto
E percebi o seu olhar de menina
Algo estranho flutuava no ar
Você me chamou
Me abraçou e andou comigo
Até o canto da sala
Ligou uma música
Aquela música...
A música perfeita
Vi seus olhos se fecharem
Vi ainda um sorriso
No canto da sua boca
Você havia me tirado
Para dançar
Lentamente...
Apertei seu corpo contra o meu
E rodei com você
No compasso da música
Naquele instante
Pela janela aberta
Lá fora no jardim florido
Eu vi um vulto
Alguém ali nos olhava
E num repente
Desapareceu por completo
Só pude ver o seu rastro de luz
Que cortava o céu
Como uma estrela ascendente
Ali, eu sabia
Começava uma outra viagem
Mais uma vez se perpetuava
O nosso futuro...

Renato Baptista
Direitos Reservados

13 novembro 2009

Calada



Calada

Eu me ato e me desato
Como boca que se cala
Sem beijos, sem saliva
Sem gosto, sem boca
Sem nada
Pálida descompostura
Desanda o pálido rosto
Embebe a face de branco
Deixando apenas que rolem
Lágrimas negras transtornadas.

Face calada
Que com seu o semblante frio
Cultua o silêncio febril
Da mais longa das esperas.

Renato Baptista

07 novembro 2009

03 novembro 2009


Não à Violência

Que se façam sentir as notícias
As que ofendem cada um de nós
E que andam soltas por aí
Caminhando pelas ruas
Escapando dos periódicos
E dilacerando os corações da sociedade
Violência por violência
Violência gratuita, às vezes
Violência protegida
Por mentes
E execradas por corações que sofrem
Um basta é preciso
Um não ao silêncio
Que esquece
Que não precisamos de um mundo melhor
Precisamos de pessoas melhores
Que com certeza absoluta
Construirão um mundo melhor.

Salvando nossas crianças, daremos a elas um amanhã de paz e prosperidade.
Crianças sadias, sem medo, com saúde, com educação, com escola e que tenham religião e amor é que poderão fazer das suas vidas e do mundo de amanhã algo digno.

Não à violência
Não ao descaso com a natureza humana
Não à destruição do mundo
Não às drogas
Porque assim, teremos um amanhã
Teremos vida
Teremos dignidade.

Renato Baptista

02 novembro 2009

Você e a Lua

Você e a Lua

A lua tem sido
A minha companheira
Minha amiga
Constante
Minha mais doce
Amante
Abotoada no escuro
Da noite, brilhante
Ela nunca falha
Ali está sempre ela
Iluminando o meu
Semblante
Parceira fiel
Desnudada e perfeita
Conselheira
Ouve serena os meus
Versos de amor
Escuta meus cantos
De espera
E ilumina meus encantos
Minha lua
Meu cristal límpido
Minha Deusa noturna
Mas meu castigo
É não poder me entregar
Aos seus chamados
Pois na sua face oculta
Eu já vi
Estão os seus olhos negros
E maduros
Pérolas negras, lindas
Febris
Derramando lágrimas
Do seu amor por mim
E eu me curvo aos seus desejos
Viajo a bordo de uma estrela
No intuito de alcançar vocês
As duas
Você e a Lua
Uma que me ama
E a outra que me alucina
Você que é o meu amor
E a Lua que nos ilumina.

Renato Baptista

01 novembro 2009

Dores poéticas – Blue da Tempestade


Dores poéticas – Blue da Tempestade

Um dia, numa tarde gelada de inverno, eu caminhava pela rua pensando e fazendo das minhas horas uma vida, por tanto descontentamento que me envolvia.
Sentia o vento com tormento e sabia que havia sumido a ousadia...
Nada mais fazia sentido, porque o império dos sentidos me contornava e me aturdia com toques de desamor anunciado... Há tempos já que isso acontecia.
E fui caminhando e sentindo o rosto sendo cortado pelo frio, e assim ouvi a voz que me veio cantando essa canção... Toques de guitarra gemeram alto e a música se fez em prantos.


Não sei se saudade
É a palavra mais certa
Mas te ponho em versos
Como minha Lua
Com meu peito ferido
Coloco-te sem rimas
Minhas palavras tortas
Que descem do muro
Que se esparramam
Na calçada da rua
Altura do numero 502
E vago e divago
Sem rumo pela vida
À procura da tua felicidade
Almejando e retornando
Pensando e andando
Com sol e com chuva
Pelos labirintos da imaginação
Sem saber ao certo
O que é o mais certo
Se o passado virou presente
Ou se o presente terá futuro
E morro tentando saber a cada minuto
Se o que o que foi nunca mais será
Se o que foi para ti sem mim
Teve sentido e foi sentido
E assim flutuo sozinho nos versos
Que tuas mãos não pegam
Sem saber se é lúdico o meu sufoco
Que se faz verdade ou mentira
E escrevo cabisbaixo
Sofrendo e querendo
Minha poesia que grita
Não sei se é saudade
Nem é mais, talvez
Não sei se saudade
É a palavra correta
Não sei mais se sei.

A poesia virou de cabeça para baixo
Como um caleidoscópio rachado
E sacudo e puxo até que saia caldo
Quente, morno, não sei
Mas sei que minha poesia não é
Nem nunca foi a mais correta
Ela foi apenas história
Foi poesia sem esteira
Que falou de desejo
Que gritou amor sem beiras
E sucumbiu de tristeza
Em prantos, às vezes
Por andar sozinha
Mas ela existiu, serviu
Cantou e gemeu o amor que eu sentia
Até que tu escutasses
E com ela te aninhasses
Esquecendo do antigo
E beijando o porvir
Talvez seja saudade a palavra certa
Talvez a rima de saudade, seja saudade
E então, assim, os versos se completem
Se cerquem das lembranças de lá de trás
Apenas
E se derretam em um poema lindo
Que tu escrevas
Cheio de amor e paixão
Repleto de alegria e verdade
Esquecendo das discórdias
Que maltrataram a poesia
Por serem teatro apenas
Suaram frio sem esperança
E apenas existiram por mera agonia
Sem saber que poesia se eterniza
E não morre nunca, e ficará lá
Deixando lembranças angustiantes
E um nada de saudade.

The Blue is dead
Let’s Rock’n Roll!

Renato Baptista

30 outubro 2009

Conto do Canto de Uma Sereia


Um dedo de prosa não faz mal a ninguém...


Conto do Canto de Uma Sereia

Em algum ponto entre Dublin e Aracati no Ceará, reina Maria Adelaide, filha de Pai navegador Irlandês com Mãe Cearense.
Maria Adelaide era Senhora da Ilha do Bom Abrigo, rainha dos navegantes e musa dos marinheiros. Mulher das pernas lindas, quadris grandes e robustos, seios duros, maduros e empinados, um anjo que espantava a sua solidão acolhendo os viajantes que chamava com seu canto delicado e enfeitiçador. Única mulher naquele fim de mundo. Uma Deusa maquiada, endiabrada, sempre pintada para a guerra.
Um dia, engravidou de um marinheiro errante, sem pátria como ela, que nascera a bordo de um navio sem bandeira. O tempo passou e nasceu do seu ventre uma menina linda. Maria enlouqueceu. Nascera a sua sombra para a alegria dos navegadores.
A menina virou moça e não quis aquela vida... Não quis ser a Maria Adelaide dos navegantes naquela ilha. E assim, virou sereia, mergulhou no mar e sumiu.
Maria Adelaide morreu de tristeza e a ilha submergiu para sempre.
Há notícias hoje de que há uma ilha no Atlântico Norte, mas que não consta em nenhum mapa, que é muito freqüentada por marinheiros errantes.
Na praia, está em evidência uma estátua de bronze. A escultura de uma sereia. Em baixo da escultura uma placa com os dizeres : -Aqui renasceu Maria Adelaide – A Deusa dos Mares.
Dizem que seu canto se escuta ao longe até hoje, causando intempéries nos sete mares e enfeitiçando os marinheiros e navegantes.

Sereias são eternas nas nossas mentes.


Renato Baptista

29 outubro 2009

28 outubro 2009

Lua que me Sorri



Lua que me Sorri

Escrevendo, escrevendo
Caneta quase sem tinta
Lápis sem ponta
Rascunhos pelo chão
O bloco terminou
E o amor não acaba
A paixão consome
A lua sorri mas não vem
Encanta por ser encantada
Brilha como estrela que é
Faz da vida alegria
Faz do ar um perfume
Faz o coração gritar
A alma se enternecer
O sentimento cantar
A mão escrever, escrever
E a lua... vem e não vem.

Renato Baptista


E por Falar em Saudade



E por Falar em Saudade

Ai que saudade!
Saudade que vem
Saudade que vai passando
Saudade da saudade
Que vai chegando
A cada dia que passa...

É bom sentir saudade da saudade.

Renato Baptista

26 outubro 2009

Pulsando


Pulsando

E falando de paixão
Daquela que grita
Dentro da gente
Que nos faz borbulhar
De jeito indecente
Paixão é dor
Qua alucina
Dor intermitente
Que não passa
Que pulsa
Que atordoa
Paixão que vem
Nem sei de onde
E fica e não passa

O pássaro pula do ninho
E nem sabe voar
Aprende...

Renato Baptista

Fazendo...

Fazendo...

Encontros e desencontros
Do que era para ser
E o que seria, talvez
Se não fosse
Assim
Controlar o incontrolável
Como águia
Até sangrar
Auto-controle
Perseguindo o amor que basta
Sem desandar
Sem esmorecer
Sem poder se cansar
Ser ou não ser
Como fazer?
Manter-se fiel às convicções
Entrega sofrida, doída
Pisando no rodamoinho
Areia movediça
Olhando para o lado
Para cima, para baixo
Sem saber... interminável
Porque o amor é assim
Feito para ser sofrido
Vivido
Conjugado
Numa troca alucinante
Cheia de surpresas boas
Ruins, péssimas
Mas que elevam a alma
Entorpecem
Fazem dormir as mãos
Fazem doer o corpo
Todo
Fazem febre
Nesse vai e vem acelerado
Que tenta a busca da verdade
Ser ou não ser?
O tempo dirá?
Como fazer?
Faça!

Renato Baptista

20 outubro 2009

Balada da Despedida - Inspirada em Vinicius de Moraes.



Trecho da Música – “Serenata do Adeus”
Vinicius de Moraes


Ah, vontade de ficar
Mas tendo de ir embora...
Ai, que amar é se ir morrendo
Pela vida afora
É refletir na lágrima
O momento breve
De uma estrela pura
Que já morreu...

Balada da Despedida

E a cada beijo teu
De despedida
Rola uma lágrima
Com aquele gosto
De desgosto bandido
Que me queima os lábios
Com sabor de adeus prematuro
O coração manda ficar
Mas o tempo e o vento
E a nossa história
Nos levam pela vida afora
Temperada pela gritante saudade
E o amor, assim
Faz-se distante e ausente
Invisível e triste
Como uma estrela
Que já morreu
Pura...

Mas o amanhã, como um grande amor, nunca morrerá.
Renato Baptista

17 outubro 2009

Dualidade



Dualidade

Engraçada a vida...
Em momento tão esperado
Por séculos, parece
Alegria mais do que imensa
Entra pela porta da frente
E beija a face com paixão
No mesmo momento
A maior das tristezas
Entra pela porta dos fundos
E trás agonia profunda

Paradoxo
Provação
Definição
Ensinamento
Paradigma
Lágrima que rola
Desilusão
Grito
Lamento
Tortura
Aprendizado
Calado.


O amor é maior que tudo, enfim... e o que ficou mesmo gravada na alma, foi a alegria do inesquecível momento.

Renato Baptista


Sonata do Eterno Aprendiz - Inspirado em Vinicius de Moraes



Poemas Inspirados em Fragmento do Poema “Sonata do Amor Perdido” de Vinicius de Moraes.
Um poema imensamente apaixonante que aí está...


Teu corpo sobre a úmida relva de esmeralda,
junto às acácias amarelas
Estavas triste e ausente – Mas dos teus seios
ia o sol se levantando
Oh, os teus seios desabrochados e palpitantes
como pássaros amorosos...

(V.M)


Sonata do Eterno Aprendiz

O botão complacente perdeu-se, escapuliu
E pela fresta honesta da blusa esvoaçante
Mirou-me o seu seio titubeante e morno
Pele branca e infinita e serena e comportada
Brinca comigo, seu eterno amante
Meu olhar estremece como eu todo
E meus lábios entumecidos e já molhados
Querem beijá-lo de tanto amor que gritam

Meu desejo escondido precipitou-se
Como que procurando a luz por uma fresta
E mostrou-se pêra-d’água aflita
Suculenta e atenta, perfeita
Oferecendo para mim tal mamilo doce
E dali, dali nasceu por mágica o sol
Do seu seio, palpitante e macio e tenro
E eu ali, de rodeio, querendo você
Que respirava por momentos um sorriso delicado
Sem o menor pudor de querer se compor.


Lamentação nº1 – Versos Mornos


Senti-me triste e ausente de repente
Incapaz e assim nem tão feliz
Porque afinal, acho que sou só um poeta
Que perdeu o tempo transformando um seio lindo
Em versos totalmente sem sabor


Lamentação nº2


Sinto a poesia pura
Poesia que escrevi de dia
Com a saudade constante
Que me trouxe a noite

Escorregam versos das nuvens
Sem as rimas melódicas
Que derreteram com o sol
E foram levadas pelas andorinhas

Melodia imortal brilhante
Que contém seus olhos tristes
São cantados em versos cálidos

E o poema anda chorando, desencontrado
Lágrimas que molham os beijos
Grafados pela pena do nosso destino.


Sustento nº1 - Entrega


Ah... Meu bem
Amor meu
Creia na minha poesia
Eu a faço para você
Nela eu canto
A minha saudade
A minha fúria
Meus desejos
Canto os seus olhos
Tristes de saudade
E meus encantos
Canto o seu sorriso
De canto de boca
E os nossos momentos
De amor
São esses meus versos
Um chamado
Onde imploro, peço
Grito por você
E eu canto
As distâncias
Nossos encontros
E desencontros
Ah... amor meu
Creia na minha poesia
Acredite em mim
Quando eu digo
Que amo você
Porque meus poemas
São todos...
São só seus
Assim como o meu coração
Desde o sempre.

Final

Habito a lua, o sol, o universo
Enquanto seu peito me confortar...

Renato Baptista

Nossos Segredos


Nossos Segredos

Chove
Chora o corpo que dói
Sua ausência não permitida
Músculos se contraem
Em convulsão acelerada
Tatuados pelo seu cheiro
Que em mim ficou, para sempre
Chove...
E a alma queima
Chuva ácida lá fora
Choro sentido por dentro
Solidão me consome
Me arrebenta

Estilhaços de corpo se espalham no vento e, voando pelo espaço, tentam chegar até você que me endoidece.

Chove
Tempo lavado
Alma temperada
Por gotas que escorrem
Contando histórias, nossas
De segredos trocados por pulsos
Que nunca, nunca mais serão esquecidos

Espero seu beijo, seu desejo, seu corpo, sua alma, seu carinho indecente, seu toque suspeito... Espero por vida.

Chove...

Renato Baptista


Feliz do homem que pode chamar uma mulher de sua... Não pelo sentimento de posse, mas por ela não querer ser de mais ninguém. – Autor desconhecido

16 outubro 2009

Poema Solitário

Poema Solitário

Fica aqui esse poema triste
Porque triste ele nasceu
E triste sempre será

Ficam aqui versos solitários
Porque nasceram na solidão
E na solidão permanecerão

Fica aqui minha nudez de alma
Que suplica sem razão
Pela lua que não vem

Que seja assim por hoje
Como foi ontem e será amanhã
Porque a rima falha e não sorri

Porque a escuridão se desfez
E todo o brilho se esconde
Nos beijos que não foram dados

Dormem meus versos solitários
Sonhando com a lua, com o sol
E acordando sem as estrelas

Simplesmente assim
Fica o poema por aqui, ao vento
Até que o tempo o apague.

Renato Baptista
Direitos Reservados

11 outubro 2009

Intróito


Intróito

Como funâmbulo insone
Caminhando de olhos abertos
Entre o ser e o não ser
Entre o esperar e o acontecer
Após surriada estonteante

Conduzo através da heurística
Minha compostura solene
Desacreditado, quem sabe
Mas ciente das virtudes
E contrário à violação da vida

Encolerizado, busco a calma
Arredio, procuro a serenidade
Encovado, tento respirar
Sem me deixar esmaecer
Sem perder meus sentidos

Réstia me conforta e busca
Colorindo meu olhar congelado
Moderando minha dor calado
Aparando os espinhos encravados
E me fazendo levitar, amar.

Renato Baptista

Tentação


Tentação

Metade
Que sozinha não basta
Fragmento da alma
Que chora
Na mais longa das esperas
Pedra fria
Que me dá gosto na boca
Salgado
Após simples toque
Metade
Que sozinha não vive
Não vibra
Desanda a cor, o sabor
O calor do beijo úmido
A delicia do olhar
Que pede
A tentação da pele
Dos toques sutis
Dos segredos trocados
Através dos fluidos
Entre contrações e pulsares
Metade que espera
Sua morada
Encaixe perfeito
Sublime...

Renato Baptista

09 outubro 2009

Homem Pássaro

Homem Pássaro

Procuro seu corpo
Que sempre aquece o meu
Misturando sua pele à minha
Rolo no chão com sua sombra
Em todos os meus momentos
Fazendo um só de nós dois
Numa busca mais do que constante
Olho à minha volta
E encontro no vento a resposta
De porque os pássaros sabem voar...

Bebo seu perfume
Sem nem mesmo pensar no tempo
Enrolo-me e embolo-me
Nos seus cabelos soltos
Que me afogam o rosto
Sinto seu hálito quente
Engolindo o meu
E me alimentando a alma
Sabendo que no vento está escrito
Porque os pássaros sabem voar...

Encanto-me com sua entrega
Com seu amor dedicado
Com sua total rendição
E devolvo ao seu desejo
Todo o meu amor maior
Que atravessa a distância
E beija a sua alma
Fazendo estremecer o seu corpo
Porque vi escrito no vento
Porque os pássaros sabem voar...

Estou embebido da sua paixão
Enfeitiçado pelos seus beijos
Precisando da sua pele na minha
Ardendo de desejo
Nessa febre convulsiva
Sonhando a cada segundo
Com seu olhar mulher
E com seus carinhos amantes
Porque já sei a resposta
De porque os pássaros sabem voar...

Procuro no espaço sua presença
E estremeço a cada imagem falsa
Desespero-me no seu encalço
Só para sentir seu cheiro de novo
Cheiro presente nas minhas lembranças
Dos momentos vividos em tantas encarnações
E tenho a certeza da sua presença
Da sua proximidade constante
Da mesma forma que sei
Porque os pássaros sabem voar...

E quando me sinto sozinho
Cubro-me com a minha saudade
Meu manto impermeável
Que em mim se enrola perfeito em companhia
Enquanto a espera é o meu consolo
E olho para o céu através da janela
Procurando no espaço por entre as estrelas
A energia que trará o vento sábio
Que me ensinou desde sempre
Porque os pássaros sabem voar...

Tudo porque sei que um dia
Esse vento me dará asas
E me ensinará a nele me sustentar
Alcançando o céu e cobrindo distâncias
Para perto de você eu chegar
E poder deitar em seu colo
Aconchegar-me em seus seios
E sentir seu carinho
Da mesma forma que fariam
Aqueles pássaros que sabem voar...


Renato Baptista

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Aquela Moça


Aquela Moça

Moça que, linda, caminhou
nos sentidos do meu coração.
Transbordou carinho pelo que sou
Amou-me manhosa e se fez paixão.

Sei onde anda essa moça linda
que se escondeu em seus segredos,
mas espero seu carinho ainda
enquanto beijo sua foto em relevo.

Essa moça existe e me fez o que sou
Ela persiste em meus sonhos,
me faz feliz com o que me deixou.

Hoje guarda no seu peito o meu calor
Fez-me entender o que é a tal saudade
e ainda traduzirá em poesia o seu amor.

Renato Baptista

05 outubro 2009

Balada para um amor...


Balada para um amor

Olho no espelho e vejo
Meigos olhos que me sorriem
Moradia serena e morena
Que canta com alegria plena
A mais doce melodia
Encanto suave conquista
Com brilho intenso que atordoa
Beleza sensual brilha
Fazendo do reflexo harmônico
Eterna e plena moradia
Luzes elevam palavras
E os espíritos dançam à volta
Ao som das canções que você traduz
Seu coração bate sem jeito
No compasso desse seu olhar criança
Enquanto manto azul/rosa envolve seu peito
Que suave abraça o mundo que a pertence
Magia corta o ar que se respira
E o seu feitiço se espalha brando
Envolvendo, insinuando, cativando
E trazendo para perto do seu coração
Os sonhos de amor que flutuam escondidos.


Renato Baptista

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