09 janeiro 2009

Dor



Dor

Chora a dor
De tanta dor
Como fogo
Que queima
Busca insana
Profana
Arrebata
Mata
Esgoela-se
Arremete
Sem pensar
Sem sentir
Mais...

Chora a dor
Contraste único
Absurdo
Estonteante
Dilema marcante
Que fere a alma
Arranca os olhos
Desfaz o sentir
Que já não sente
Apenas espreita
Insolente
Desatento
Marcado
Tatuado
Exaurido
De tanta dor
Que grita
Explode
Em conflito
Que se faz eterno
A cada manhã.

O sol não brilha, nasce morto nesses dias, chora...


Renato Baptista

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Um comentário:

Déborah disse...

Quanta tristeza poeta. Ai,ai, viu?
Beijinhu