04 março 2009

Desalinho



Desalinho

Não sei onde andas
Com quem andas
E nem onde estás...

Não sei o que pensas
O que agora inventas
Nem o que te apraz

Não sei o que te encanta
O que te faz prazer
Nem quem te satisfaz

Não sei o que acontece
Quem te entontece
Nem mais nada, aliás

Melhor dizendo
Olhando bem atento
Pior que agora eu sei...

Só sei que entristeço
Vendo a fila bandida
Que se forma aí atrás

Só sei que mereço
Novos versos plenos
Poesia serena, sagaz

E ainda sei que é assim
Nada é para sempre
E de arrependimento voltarás

E mesmo assim
O que era tudo para mim
Não mais se permitirá

Porque se havia segredo
Agora há desajuste maculado
E como eras, nunca mais serás

Cicatrizes tatuadas se formarão
Se juntando a tantas que não sei
Mas minha poesia plena voará

Longe...

Renato Baptista
Direitos Reservados

3 comentários:

Retalhos de Amor disse...

Meio triste, Padrinho...
Mas sempre deste teu jeito
tão teu e que torna tua
Poesia tão única, tão alma...
Toda sentimentos!!!
Belo sempre, meu Amigo!!!
Beijos pra ti, viu...
No coração!!!
Iza

Anônimo disse...

Amigo-Irmão-Camrada...

amo teus poetares, sabes, mas esse "Desalinho", conseguiu "desalinhar coisas" há tanto em mim guardadas...Belíssimo e tocante; tão teu e que se torna tão nosso/de (quase) todos.Amei! Bjs
Acebei de enviar mail:no teu site,não me deixam "andar"...rsrsrs, mas estou lá e cá, tá?

Anônimo disse...

Hei...não era para ser tão anônimo assim...rsrs...sou eu, tá:::
Veronica de Nazareth-Noic@
Amigo-Irmão-Camrada...

amo teus poetares, sabes, mas esse "Desalinho", conseguiu "desalinhar coisas" há tanto em mim guardadas...Belíssimo e tocante; tão teu e que se torna tão nosso/de (quase) todos.Amei! Bjs
Acebei de enviar mail:no teu site,não me deixam "andar"...rsrsrs, mas estou lá e cá, tá?

7 de Março de 2009 12:41