28 março 2009

Equivocado



Equivocado

Sofro calado
Não mais me anuncio
Palavras são veneno
Entorpecem e angustiam
Enlouqueço em forma
E me perco em conteúdo
Atravesso a retórica
E minha mente atrofia
Extrapolo em versos
E me permito fazer sofrer
O que é mais sublime
Desando e tropeço
Levado pelo desespero
E quando conserto
O impuro persiste
Com um poetar entorpecido
Meus versos saem traídos
E minhas rimas se vão
Assim como meu amor
Minha vida ferida
Então eu sofro calado

E enlouqueço...

Renato Baptista

3 comentários:

Retalhos de Amor disse...

Perder-se no conteúdo...
Que permaneça a essência
... Essa é eterna!!!
Demais tua Poesia, Padrinho!!!
Beijo no coração, Amigo meu!!!
Iza

Renato Baptista disse...

Obrigado Iza por sua presença constante. è uam alegria o seu comentário sempre edificante.
Beijo*

Veronica de Nazareth-Noic@ disse...

Renato, Irmão-Camarada...

tu,Renato, se perder em versos-conteúdo?Jamais! És a seiva que escorre,mesmo e quando"penses permissões indevidas internas",porque o bom poeta/boa gente,é isso mesmo: seiva que escorre...bem como vi escorrer e "aparei" aqui, nessa tua poesia Linda.
Bjs
Veronica-Noic@