07 março 2009

Hortelã



Hortelã

Uma xícara
De chá de hortelã
Sabor e aroma
Quente como o sol

Tomei devagarinho
Mas que nada...
Queimei a lingua
Xinguei o chá

A xícara se ofendeu
Pulou da mão
Espatifou no chão
Em pedaços

O chá na minha perna
Escorrendo
Derretendo o meu pé
E eu fervendo de raiva

Mas agora não tem jeito
O hortelã virou bolha
O chá sumiu
A xícara desapareceu

Virou pedaços, cacos
E eu aqui
Sem o sabor
Do meu grande amor.

Renato Baptista

Direitos Reservados

Um comentário:

Retalhos de Amor disse...

Sem o sabor do teu grande Amor!!!
Mais que o chá, que as bolhas...
Teus versos proclamam Saudades!!!
Lindo demais da conta!!!
Beijo todo carinho no teu coração,
Padrinho!!!
Iza