23 março 2009

Sem Mais Nada



Sem Mais Nada

Plantador sem terra
Agora sem raízes
Morta esperança vazia
Sem sol, sem alegria
Embrião sem vida
Alucinógena estirpe
Conflita e enlouquece
Almas em ebulição
Terrível moradia sem nexo
Cultivadas sensações
Morrem sem água
Sem vida, sem mais nada
Traduzida a verdade
Escolha sutil
O verde se encolhe
As orquídeas padecem
No tronco da árvore
Sofrem, agonizam
Sem poder respirar
E mais e mais
O escuro da noite
Entorpece
Faz a decepção
Mostrando o amor que padece
Sem luz, sem nada mais
E sem nada
O plantador das sementes
Frias e despedaçadas
Plantou sonhos
Cultivou sentimentos
E colheu ilusões
Perdidas...

Renato Baptista

Direitos Reservados

6 comentários:

Retalhos de Amor disse...

Importa o plantio... Porque se
houver estio, permanecerão as
canções... De esperança!!!
Lindo sempre, Padrinho!!!
Beijo carinhoso pra ti, Amigo...
No coração!!!
Iza

Renato Baptista disse...

Obrigado Afilhada pelo carinho do comentário.
Beijo*

daufen bach. disse...

Meu bróder!

hoje eu tenho um pouco mais de tempo e vou contar uma história, nao minha, mas que ouvi nao sei quando e nem me lembro se disseram ou se li em algum escrito perdido.

Um fazendeiro tinha um pequena fazenda a beira do atlântico e, determinada época do ano, ventos muito fortes sopravam e destruiam tudo, decobria o rancho, a casa, abriam as porteiras os montes de fenos voavam todos e, por isso, nenhum funcionário parava na fazenda.

UM dia chegou alguem atras de serviço e ele foi logo explicando a o que acontecia e o homem simplesmene res´pondeu: " nao te preocupes eu consigo dormir enquanto os ventos sopram". Ele nao entendeu nada e ficou atpé de certa forma decepcionado, mas como faltavam funcionarios, acabou contratando o homem.

Tudo corria bem mas, enfim, chegou o tempo dos ventos. Na primeira noite qdo os ventos sopraram fortes o fazendeiro correu para chamar o funcionário que dormia. O funcionário nem se levantou, ao contrário, virou-se para o outro lado da cama e respondeu: "eu consigo dormir enquanto os ventos sopram!".

O fazendeiro muito bravo mas preocupado em perder tudo, bateu a porta com força e saiu correndo no meio do temporal para salvar suas coisas. Chegou no rancho e viu que a porta estava bem trancada, as travas do celeiro todas presas, as cordas que amaravam os montes de feno, todas bem atarraxadas...as porteiras todas travadas.

Ele então compreendeu porque o funcionário dizia sempre: "eu consigo dormir enquanto os ventos sopram"
...

Assim somos nós, o amor...qdo a ventania soprar, que estejamos preparados de espírito. Nós magoamos as pessoas e elas nos magoam...nós esperamos delas que façam de nós as pessoas mais felizes e elas esperam que nós as façamos...nós, tampouco elas, percebemos que o outro também tem seus problemas e que algumas coisas não são possíveis e nos magoamos mutuamente.

Cabe a quem entende do amor, assumir as culpas, tomar para si e se calar...o ente amado sempre será o ente amado e, por consequência semrpe será perdoado, mesmo que ele(a), nao queria mais sequer ouvir o nosso nome.

Eu tô falando demais né...tu tem uma cerveja aí ou, um duplo sem gelo? sei que tu é fã de coca-cola, mas eu pertenço a casta dos errantes...rs.

Um afago no teu coraçao.

A poesia tua? ara! deixa para lá, nasceu iluminada...rs

daufen bach.

(deve ter erros garaficos de toda sorte aqui, mas nao tenho paciência para corrigir...borra o carbono..rs)

daufen bach.

Quem sou eu disse...

Irmão-Camarada...
"Sem mais nada", no entanto com tudo, com conteúdo, com conhecimento e com alma. Assim é teu poetar, sempre.
"Sem mais nada", é como fico quando sumias, eu não vinha por aqui(até pq era meio"bicho papão" isso p/mim...rsrs) e ficava "sem mais nada" para meus olhos e minhas reflexões. "Sem mais nada" poetas e almas afins não podem ficar...isso é, sem te ter nos lindos versos,tá?
Além de te ler bastante,ainda"vejo"Iza e Daufen...delícia!
Beijo de Luz.
Veronica de Nazareth-Noic@

Renato Baptista disse...

Daufen, meu Bróder.
Incrível a sua intervenção que deflora a essência do meu poema rabiscado.
Por mais que o espírito esteja amparado e preparado, nesses casos, aqui em devaneios,o vendaval efetivamente derruba.E não sobra pedra sobre pedra, porque a normalidade é o fio da espada... nas laterais opostas da lâmina estão, numa o amor, na outra o ódio.
Assumir culpas nunca é o bastante e calar não desata o nó.... e palavras complicam mais ainda.
Mas o perdão, eu sei, sempre existirá num cantinho do coração, porém nunca será conferido e nem mesmo concedido a contento.
E por essas e por outras, segue-se... Sem mais nada...

Obrigado meu amigo por sua intervenção sensacional e saiba que aqui você é muito bem vindo sempre.

Abraços
Renato Baptista

Renato Baptista disse...

Veronica minha amiga...
Honrado com sua visita também. Suas palavras sempre dão um toque de incentivo e tiram as poeiras dos estatutos...rsrsr
Feliz demais com você aqui.
Beijo* grande
Renato Baptista