07 março 2009

Um Mundo de Solidão



Um Mundo de Solidão

Como se pode brincar de solidão
Num mundo tão grande?
Olha-se para o céu infinito
Vêem-se os pássaros... Ao longe
E nem mesmo se estivessem perto
Apegar-se-iam a nós... São livres
Olha-se para o enigma do horizonte
Nem mesmo sombras comparecem
E ao lado, bem ao lado
Pressentem-se vultos
Eles dançam sem sentido
Esperando o momento do bote
Não existem mais cores
Nem laços, nem maços de flores
Há um amor... Distante
E o homem caminha errante
Estaria melhor cego... Será?
Melhor do que ver seu mundo assim
Talvez ele já tenha morrido... Sei lá
É duro brincar de solidão
Sentidos turvos
Sem poder escolher um amanhã
E o mundo é tão grande
Tente mais um pouco, homem
Você foi sábio um dia
Talvez você ainda
Encontre o seu lugar...

Renato Baptista

Direitos Reservados

Um comentário:

Retalhos de Amor disse...

Não é fácil brincar de solidão...
Achar-se sem encontrar-se
Porque o eu ecoa noites
E o NÓS fugiu!!!
Maravilhoso e sentido Poema, Padrinho!!!
Beijos mais pra ti...
No coração!!!
Iza