30 maio 2009

A Outra Face da Lua



A Outra Face da Lua

Nos braços de um grande amor
Vivem os versos que gritam
Sobrevivem a cada instante
Respiram, sonham, enternecem
E traduzem o que foram
Sem saber o que serão
Porque o mesmo vento
Que os trouxe
É o vento que os leva
Os faz voar de pernas para o ar
Os gestos de carinho, de compreensão
Parecem não ter lugar
Pequeninas coisas, atitudes
Insignificantes mesmo
Mas que fazem diferença danada
Brincam sem ver o luar
Enquanto a flor lilás eternizada
Parece perder seu perfume
Mas seus cabelos estão tão lindos
Seus olhos continuam vibrando paixão
Seu abraço me conforta o coração
Seu corpo quente me seduz
Seus seios me aquecem, tanto
Mas as palavras não saem
E o tempo, bem, esse não perdoa
Continua passando
E assim vai levando como o vento
Os abraços não dados
Os beijos não beijados
E as palavras não ditas
Fazendo com que não fique no peito
Nem mesmo uma sensação de saudade.

Não sei se a vida nos reserva amanhã
Não sei quando será a partida
Pena que restarão apenas versos
Mas que não mais gritarão
Apenas ficarão guardados
Esquecidos e amarelados
Deitados à sombra
Do que foi um grande amor.

Renato Baptista

Direitos Reservados

2 comentários:

Veronica de Nazareth-Noic@ disse...

Irmão-Camarada...

"A outra face da lua" é todo o transcurso de um fim ou mesmo de um stand by que não sabe por quanto tempo...todo o sentir afeito que alma começa a questionar...ao mesmo tempo, a perduração do que não acaba, por uma simples ausência. E aqui, ainda é mais: é uma bela coletânea de lindos versos juntos. Bjs

**meu blog tá tão cheinho de postagens novas, menos da tua presença...rsrs**

Rosemildo Sales Furtado disse...

Oi Renato! Passei para te desejar muita paz, saúde e felicidades.

Belo poema, muito profundo.

Abraços,

Furtado.