26 junho 2009

FLORES E PERFUMES

Pela noite afora

Naquele frio gelado

Insônia que abraça

Vai desmanchando o sonho

Eterna procura sem fim

Enquanto a tristeza acolhe

Olhando o mundo, obsessão

Procurando por todos os lados

E a loucura chega, se instala

Atravessa o peito, morde

O coração grita desesperado

Porque a imaginação voa

E zumbi obstinado se desmancha

Enquanto o silêncio anuncia o fim

Enquanto outros caminhos

Devem estar sendo percorridos

Enquanto flores e perfumes

Bailam em outras pautas

Que anunciam solenes

O raiar de um novo dia

Enquanto a noite fria não acaba

E gemidos vazios cortam o coração

Que sem esperança vai morrendo

Vai caindo pelo chão que não piso

Vai chorando pelo que não se sabe

Explodindo em agonia por omissão

Por omissão de palavras e gestos

E pela noite afora procuro pegadas

Manchas, ruídos que denunciem

Que acusem e mostrem

Se o sonho trocou de alma

Noite gelada, vazia

Frio que não acaba e norteia

A eterna procura sem fim.

Até quando?

Renato Baptista

Um comentário:

gabi disse...

Gostei muito da poesia... :)
Eterna procura que deixa o peito angustiado...