11 junho 2009

Gota Serena

Gota Serena

Na sombra do doce que eu via
senti gosto salgado
na ponta da lingua
e que foi esquentando
meus lábios
seus lábios
em súplicas, eu sabia.

Sereno se fez no dia
um céu aberto
sobre nós em delírio
arrepios e sons
impávida descompostura
toques e sussuros
mistura de paixão e agonia.
Nada se esquece quando o amor está no ar.

Renato Baptista
Direitos Reservados

2 comentários:

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá amigo! Depois dos arrepios e sons, e da impávida descompostura, não é necessário ser cigano para afirmar que tudo terminou em angélicas (Título pluralisado).
Brincadeira.

Adorei, muito profundo.

Abraços,

Furtado.

ENCANTOS DA RABISQUEIRA ENGATINHANTE disse...

rsrs Gostei da criatividade nos comentários, Renato! Tu sempre inovando e surpreendendo, meu amigo... Mas, eu achei teu blog lindo! Parabéns! A começar pelo primeiro poema que li: ¨Nada se esquece quando o amor está no ar...¨ Poeta, que verdade grande essa! Magnífico o teu poema! Adorei! Voltarei, viu? Beijos.