04 junho 2009

Infinita


Infinita


Solidão
cantada em versos
afaga a alma

Faz da vida
Ombros amigos
Que aumentam a ferida

E cria
aqui e acolá
semente que germina

Quando passa de improviso
à prosa, é sabido
e fatal, que logo termina

Solidão
estado de alerta
perseguido

Por poesia e gatilhos
que na sombra
esperam certeiros

Dor que se quer
traduzida em chamado
por comemoração esquecida

Faz-se solidão
breve permanência,
quem sabe...


Renato Baptista
Sem Direitos Reservados

Um comentário:

Veronica de Nazareth-Noic@ disse...

Irmão-Camarada...

Eis aqui belos versos teus, mas que bem que poderiam ser meus também; e os são, em alma sentindo igual:"Faz-se solidão
breve permanência,
quem sabe...". Lindo, meu amigo! Bjs