19 junho 2009

RESTOS

Restos

Fazer da morte o culto

Da solidão um encontro

Destemido e sem chão

Voar pelas incertezas

Arrancar da tela a cor

Desmanchar paredes

Com o nó dos dedos

Até que o sangue escorra

Pelas mãos sem dor

Até que seque o coração

Que já não bate, agoniza

Pela falta de tudo

Pelas feridas machucadas

Pelo ácido que fere

E nada, nada mais existe

Apenas uma simples ausência

Que faz da noite um silêncio

Profundo

Que faz da vida solidão

Exagerada

E que não admite ninguém

Mais ninguém além de sombras.

Renato Baptista

2 comentários:

Rosemildo Sales Furtado disse...

Olá amigo! Passei para desejar-te um ótimo final de semana e que estás de parabéns pela bela criação.

Abraços,

Furtado.

Wanderley Elian Lima disse...

Amigo Renato, achei o poema apesar de belo, um pouco amargo.
Abração