02 julho 2009

Traidor

Traidor

Na mais clara descompostura
Histórias chegam chocando
Como tempestade que ruge
E no silêncio insolente
Fica a decepção angustiante
Das promessas impressas
Que a lua branca testemunhou
O coração se desaponta
E a espada sai da bainha
Aguda e destemperada
Procurando o silêncio
Que na alma impera
Era fato concreto
Tal desalento anunciado
A águia pousaria
Certeira e solene
Porque procurava, esperava
O momento bandido
E que o céu aguarde o vermelho
Da explosão de delírio
Porque nada na vida fica, assim...

Renato Baptista

Um comentário:

Wanderley Elian Lima disse...

Olá Renato, mais uma vez parabéns pelo belo poema.
Um ótimo fim de semana pra você
Abração