07 agosto 2009

Madrugadas


Madrugadas

Nessa sua ausência eu me perco
Me consumo trôpego e sem ar
Enfrentando a espera amarga
De um gemido distante que vem

E me desmancho em agonia
Abraçado pela saudade tamanha
Que faz o coração se apertar
Instalando medo em meu olhar

E as madrugadas se instalam
Carregando toda minha demência
Que se tornou pura verdade insana

Por cada momento assim eu me culpo
Não encontrando espaço nem tempo
Sofrendo a dor que a sua falta me faz.

Renato Baptista

Direitos Reservados

Um comentário:

Retalhos de Amor disse...

Vagas sem rumo
N'um mar de saudades
E o cais naufragado
No tempo e no espaço!!!

Como sempre...
Maiores Versos, Padrinho!!!

Beijos, meu Amigo...
No coração!!!
Iza