26 outubro 2009

Fazendo...

Fazendo...

Encontros e desencontros
Do que era para ser
E o que seria, talvez
Se não fosse
Assim
Controlar o incontrolável
Como águia
Até sangrar
Auto-controle
Perseguindo o amor que basta
Sem desandar
Sem esmorecer
Sem poder se cansar
Ser ou não ser
Como fazer?
Manter-se fiel às convicções
Entrega sofrida, doída
Pisando no rodamoinho
Areia movediça
Olhando para o lado
Para cima, para baixo
Sem saber... interminável
Porque o amor é assim
Feito para ser sofrido
Vivido
Conjugado
Numa troca alucinante
Cheia de surpresas boas
Ruins, péssimas
Mas que elevam a alma
Entorpecem
Fazem dormir as mãos
Fazem doer o corpo
Todo
Fazem febre
Nesse vai e vem acelerado
Que tenta a busca da verdade
Ser ou não ser?
O tempo dirá?
Como fazer?
Faça!

Renato Baptista

Um comentário:

Beatriz Prestes disse...

É o que sempre esperamos no final!!rs
Somos taxativos e imperativos aos outros...quando o fazer muitas vezes é conscientização e querer pessoal!
Gostei do seu poema!
Bea