17 outubro 2009

Nossos Segredos


Nossos Segredos

Chove
Chora o corpo que dói
Sua ausência não permitida
Músculos se contraem
Em convulsão acelerada
Tatuados pelo seu cheiro
Que em mim ficou, para sempre
Chove...
E a alma queima
Chuva ácida lá fora
Choro sentido por dentro
Solidão me consome
Me arrebenta

Estilhaços de corpo se espalham no vento e, voando pelo espaço, tentam chegar até você que me endoidece.

Chove
Tempo lavado
Alma temperada
Por gotas que escorrem
Contando histórias, nossas
De segredos trocados por pulsos
Que nunca, nunca mais serão esquecidos

Espero seu beijo, seu desejo, seu corpo, sua alma, seu carinho indecente, seu toque suspeito... Espero por vida.

Chove...

Renato Baptista


Feliz do homem que pode chamar uma mulher de sua... Não pelo sentimento de posse, mas por ela não querer ser de mais ninguém. – Autor desconhecido

3 comentários:

Beatriz Prestes disse...

Maravilhoso, em todos os sentidos que se encaixem neste turbilhão de sentir!
Deslumbrante poema....citação perfeita!
Mais uma vez, aplausos Renato!
Beijo
Bea

Veronica de Nazareth-Noic@ disse...

Irmão-Camarada...
sim, feliz do hoem e da mulher, que entregues a um grande amor, bastam-se! E felizes de quem leia -como eu agora- versos tão sentidos, profundos e belos, ditados pea tua alma romântica.
Belíssimo, meu amigo. Bjs

Anilda Conceição disse...

Renato,sua poesia é colorida como um vitral!Amei!!!!