17 outubro 2009

Sonata do Eterno Aprendiz - Inspirado em Vinicius de Moraes



Poemas Inspirados em Fragmento do Poema “Sonata do Amor Perdido” de Vinicius de Moraes.
Um poema imensamente apaixonante que aí está...


Teu corpo sobre a úmida relva de esmeralda,
junto às acácias amarelas
Estavas triste e ausente – Mas dos teus seios
ia o sol se levantando
Oh, os teus seios desabrochados e palpitantes
como pássaros amorosos...

(V.M)


Sonata do Eterno Aprendiz

O botão complacente perdeu-se, escapuliu
E pela fresta honesta da blusa esvoaçante
Mirou-me o seu seio titubeante e morno
Pele branca e infinita e serena e comportada
Brinca comigo, seu eterno amante
Meu olhar estremece como eu todo
E meus lábios entumecidos e já molhados
Querem beijá-lo de tanto amor que gritam

Meu desejo escondido precipitou-se
Como que procurando a luz por uma fresta
E mostrou-se pêra-d’água aflita
Suculenta e atenta, perfeita
Oferecendo para mim tal mamilo doce
E dali, dali nasceu por mágica o sol
Do seu seio, palpitante e macio e tenro
E eu ali, de rodeio, querendo você
Que respirava por momentos um sorriso delicado
Sem o menor pudor de querer se compor.


Lamentação nº1 – Versos Mornos


Senti-me triste e ausente de repente
Incapaz e assim nem tão feliz
Porque afinal, acho que sou só um poeta
Que perdeu o tempo transformando um seio lindo
Em versos totalmente sem sabor


Lamentação nº2


Sinto a poesia pura
Poesia que escrevi de dia
Com a saudade constante
Que me trouxe a noite

Escorregam versos das nuvens
Sem as rimas melódicas
Que derreteram com o sol
E foram levadas pelas andorinhas

Melodia imortal brilhante
Que contém seus olhos tristes
São cantados em versos cálidos

E o poema anda chorando, desencontrado
Lágrimas que molham os beijos
Grafados pela pena do nosso destino.


Sustento nº1 - Entrega


Ah... Meu bem
Amor meu
Creia na minha poesia
Eu a faço para você
Nela eu canto
A minha saudade
A minha fúria
Meus desejos
Canto os seus olhos
Tristes de saudade
E meus encantos
Canto o seu sorriso
De canto de boca
E os nossos momentos
De amor
São esses meus versos
Um chamado
Onde imploro, peço
Grito por você
E eu canto
As distâncias
Nossos encontros
E desencontros
Ah... amor meu
Creia na minha poesia
Acredite em mim
Quando eu digo
Que amo você
Porque meus poemas
São todos...
São só seus
Assim como o meu coração
Desde o sempre.

Final

Habito a lua, o sol, o universo
Enquanto seu peito me confortar...

Renato Baptista

2 comentários:

Beatriz Prestes disse...

Sem palavras para não apenas um poema.....mas uma obra irretocável!
Verso por verso...onde a intensidade vai num crescendo, e a alma rejubila, aplaude!
Maravilhoso!
Aplaudos todos
Bea

Veronica de Nazareth-Noic@ disse...

Irmão-Camarada...
por primeira vez te vejo poetando com tamanha sensualidade. E confesso que VM acabou de inaugurar um belíssimo marco na tua trajetória poética, que já era linda, e agora floresceu num canteiro encantador. Maravilhoso, amigo.Bjs