11 outubro 2009

Tentação


Tentação

Metade
Que sozinha não basta
Fragmento da alma
Que chora
Na mais longa das esperas
Pedra fria
Que me dá gosto na boca
Salgado
Após simples toque
Metade
Que sozinha não vive
Não vibra
Desanda a cor, o sabor
O calor do beijo úmido
A delicia do olhar
Que pede
A tentação da pele
Dos toques sutis
Dos segredos trocados
Através dos fluidos
Entre contrações e pulsares
Metade que espera
Sua morada
Encaixe perfeito
Sublime...

Renato Baptista

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