13 novembro 2009

Calada



Calada

Eu me ato e me desato
Como boca que se cala
Sem beijos, sem saliva
Sem gosto, sem boca
Sem nada
Pálida descompostura
Desanda o pálido rosto
Embebe a face de branco
Deixando apenas que rolem
Lágrimas negras transtornadas.

Face calada
Que com seu o semblante frio
Cultua o silêncio febril
Da mais longa das esperas.

Renato Baptista

2 comentários:

Maria João disse...

Boa tarde, Renato. Gostei do novo cabeçalho do blog, muito mais adequado ao seu espaço. Quanto ao seu banner, coloquei porque realmente o seu espaço é muito bom e é uma forma de mais pessoas conhecerem o seu trabalho. Aliás, um presente é você ter virado meu seguidor. Isso é que um presente do céu!

Renato Baptista disse...

Maria João...

Valeu pelo comentário e por sua agradável visita.
Agradeço sua preocupação na colocação do meu banner, é uma honra para mim... linkei você aqui na Academia também.
Gostei de saber que você conhece Lamego, cidade da minha avó... bem legal... e sei a história de Coimbra sim, apesar de nunca ter ido a Portugal.
Parabéns pelo seu trabalho menina poeta.
Um abraço* e esteja com Deus.