01 dezembro 2009

Morte Lenta



Morte Lenta


A alegria vira tristeza
A manhã se torna agonia
Na espera de tanta beleza
Vejo cedo, acabar o meu dia

Vem de longe minha tortura
Premeditado desalento
Faz-se minha vida escura
Mata-me o meu desalento

Dói demais meu coração
E a cada segundo que passa
Turva se torna minha visão

Só sei, desorientado, que não sei
Perturbado, tolo, assisto
Porque não tardará o que verei.

Renato Baptista
... Aqui a foto colorida é acinzentada, mais preta do que branca, e amarelará sozinha através dos tempos porque é assim que deve ser... Destino, talvez!

5 comentários:

Sonhadora disse...

Maravilhoso seu poema, diz-me muito.
Um beijo
Sonhadora

POESIA CÁ E LÁ disse...

Pior que a morte é a morte lenta e premeditada como essa anunciada pelo eu-lírico.
Aquela que vem roendo de dentro pr fora, que desorienta, enche o coração de dissabor.
Teu poema é cheio de dor, mas igualmente cheio de beleza.

Beijo ternurento

Clau Assi

Renato Baptista disse...

Sonhadora.
Obrigado por sua visita e comentário deixado.
Abraços*

Renato Baptista disse...

Clau...
Poesia voa pelas sensações que flutuam entre a vida e a morte também.
Obrigado por mais um comentário e sua presença aqui.
Beijo*

miluzcintila disse...

O morrer lento é sempre acompanhado de um renascer degustado em um outro lugar, outra história, outra vida, outra dimensão...

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