29 março 2010

Na Calada da Noite


Na Calada da Noite

Uma noite
Quase madrugada
Lua nova
Eu acho
... E nem importa
Envolvo você
Com meus braços
Aperto-a forte
Viro você
Reviro
Procurando
O seu avesso
Já conheço
Cada detalhe seu
E vou por meus atalhos
Tocando
Arrepiando
E ouvindo os seus gemidos
Baixos, surdos
Que denunciam
O seu prazer
Tapo sua boca
Com minha boca
Engulo então
Os seus gritos
Os gritos que alucinam
A calada da noite
Gritos que ecoam
Dentro de mim
Anunciando o momento
De eu sair de você
Por momentos...

Renato Baptista

24 março 2010

22 março 2010

... sem nada - apenas uma pausa

fica a sensação de que o mundo está virado ao contrário de repente...
então não há poesia, não há grito, não há ar, não há suspiro, não há nada
nada de música, nada de rimas, nada de palavras... apenas silêncio total.

14 março 2010

Tarde de Verão - Um poema que agora chora...



Tarde de Verão - Poema que chora

E eu, nessa tarde fria de verão
Sentindo o calor da saudade
Imaginando o teu céu, meu véu
Teu amor que me escapa e vai
Com o vento que te leva
Pelos caminhos da vida
Mas o destino é um só
Ao meu lado por segundos
Como o beija-flor que bica
Alimenta-se e vive
E voa e se distancia
Fico com o sabor
Da sua boca que é linda
Com teu hálito macio
Com o carinho do teu abraço
Com a sensação da tua pele
Doce e querida
E tudo como se eu te tivesse
Aqui, agora
Acariciando o meu desejo
Minha fome de te amar

E eu, aqui vendo a noite chegar
Estrelas que se anunciam
Tempestade de amor
Que se pronuncia
Na imagem do teu cheiro
Do teu gosto que me tem
Como uma simples e comportada
Paixão...

Renato Baptista

Nada mais triste do que um poema solitário!!!

05 março 2010

Castle - Em Nome do Amor - Conto Poético


“Castle, Em Nome do Amor” é uma história contada em poesia. Poemas em tercetos, sem métrica definida, atravessam os tempos e resgatam um momento de uma encarnação onde o amor e a paixão emergiram como estava escrito pelas linhas do destino.
Os espíritos se conhecem e se reconhecem, amando numa cantata sem fim, eterna...


“Castle” vive, e nele a paixão entre Rudolph e Beatrice encontram seu porto seguro, porque nada há de mais perfeito do que o amor vivo, que atravessa séculos e encarnações e permanece intacto... definitivamente eterno.

Renato Baptista